quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sporting de Braga, o meu grande amor.


Estava quase a chegar a hora do jogo. Lá percorria o meu caminho rumo ao estádio. Cada vez me sentia mais ansiosa. Mil coisas passavam pela minha cabeça. Algo inevitável, era o nervosismo. Tinha borboletas no estômago. A ansiedade era imensa, sempre foi assim, quer num jogo decisivo, ou no que poderá parecer o mais insignificante dos jogos. É fácil dizer-se que se é de um clube, dizer que vamos apoiar em qualquer circunstância, que nunca vamos desistir dele, e que o vamos acompanhar sempre. Mas difícil é fazê-lo. Com todo o orgulho, eu faço! Orgulho-me de possuir um cartão de sócio, de carregar o cachecol comigo, de trazer o símbolo ao peito. Não me importo de perder uma saída com amigos para ir apoiar o Mágico ao estádio, também não me importaria de ir a pé para lá, se assim tivesse de ser. Passar frio ou ter imenso calor em alguns jogos… Apoio este meu clube com tudo o que tenho, com todas as forças. Quantas vezes já saí do estádio quase sem voz, com a garganta a doer-me de tanto gritar. Com as mãos vermelhas de tanto aplaudir. Cansada, graças a tanta emoção. Mas esses sentimentos são os melhores do mundo. Não os trocaria por nada. É do tipo de cansaço que gosto de ter, que me sabe bem. Em muitos momentos da minha vida, quando me sentia mais em baixo, era o SC Braga que me dava mais alegrias. Preencho mais um dos lugares neste estádio, e sento-me, permaneço inquieta e ansiosa para a hora do jogo. Já se vê muito vermelho e branco a preencher a outra bancada. Podemos nem sempre ser muita gente, mas sempre vejo crianças de cachecol ao peito e com fatos de treino engraçados, que não param quietas no lugar, que por vezes me fazem lembrar um pouco de mim. Também vejo idosos, também de cachecol ao peito, sentadas no seu lugar a observar o ambiente. Vejo casais de mão dada. Vejo portugueses, e até pessoas de outras nacionalidades. Loiros, morenos… Pessoas de todos os tipos, muito diferentes umas das outras. Mas todos com uma coisa em comum, algo que nos une: o amor infinito pelo sporting clube de braga. Um orgulho que todos compartilhamos. Não só o orgulho de um clube, de uma legião, o orgulho que todos sentimos ao ouvir a música de quando os Gverreiros entram em campo, e levantar o cachecol, cantar do fundo dos nossos pulmões, para que se faça ouvir em todo o estádio, não importa quantas vezes o faça, é sempre arrepiante. As vitórias e as derrotas, tudo cravado no nosso coração, na nossa vida. São imensas as memórias que temos graças a este clube, os sacrifícios que fizemos, toda aquela felicidade quando marcamos o golo da vitória, quando nos apuramos para a próxima fase de alguma prova, quando vencemos um adversário complicado, e o apito final depois de tantos momentos de aperto. Poder dizer a todos que duvidavam de nós que afinal vencemos. E ficar com um sorriso na cara. Ou até chorar de felicidade. Mas não são só felicidades, quem também sente o sporting de braga sabe o que é perder, passar por fases menos boas, sentir tristezas e dores no coração. Aquela raiva de quando um jogador falha golos, quando um árbitro nos desfavorece, não compreender as decisões do treinador e ficar chateados com isso, chegar a casa desiludido… São inúmeras as coisas que sentimos graças ao nosso clube. Tudo isto vale a pena. É o meu clube, é como se fosse a minha família, a minha vida, talvez dê demasiado valor, mas o sporting de braga é, sem dúvida, o meu grande amor!


Marta Oliveira