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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

José Peseiro em destaque no uefa.com

José Peseiro em destaque no uefa.com

Numa entrevista, feita ainda antes do jogo com o Manchester United, José Peseiro revelou ao "uefa.com" o que o entusiasma no SC Braga. O valor, o futuro, os planos, o dia-a-dia contados na primeira pessoa do nosso treinador.

Com a segunda presença  do SC Braga na Liga dos Campeões, José Peseiro tem o seu "baptismo" na competição enquanto treinador principal.

Uma impressão digital de quem dá a cara a um projecto no campo e no comando de um grupo de jogadores que se afirmam cada vez mais.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Convocados são sinal de qualidade do plantel e da estrutura

Convocados são sinal de qualidade do plantel e da estrutura

José Peseiro expressou a sua satisfação ao ver mais dois elementos do plantel serem chamados à selecção nacional.

Este feito vem sublinhar a qualidade do grupo (internacionais ou não) e do trabalho que toda a estrutura tem vindo a desenvolver.

“É no normal que o treinador deseje trabalhar com todo o grupo, de forma a desenvolver e aperfeiçoar a organização da equipa, ainda mais quando estamos num processo que envolve diferentes ideias de jogo e assim diferentes metodologias de treino.

Mas esta ausência de elementos no plantel, que dificulta esse objectivo, é suplantada pelo orgulho que todos nós sentimos por eles estarem na selecção, o que nos enche de satisfação.

São seis na selecção Nacional A, dois nos sub-21 (Cristiano e Aníbal), mas também o Djamal, o Elderson e o Zé Luis.

É sinal evidente da qualidade do plantel do SC Braga, que também tem outros jogadores, portugueses e de outros países com qualidade para pertencerem às respectivas selecções. É também sinal do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Braga, por toda a sua estrutura, sem excepção.

Estou certo que nas selecções, estes internacionais, vão ser o que são no dia-a-dia- do SC Braga, profissionais exemplares e valorosos. Que tudo lhes corra pelo melhor, bem como a todos os outros companheiros de selecção”.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

«Que a BOLA TV acompanhe bem o terceiro grande – o Braga!» - Amélia Morais


A entrada de A BOLA TV na MEO também é celebrada por adeptos de todo o País. No caso do SC Braga, Amélia Morais, a carismática D. Amélia, é embaixadora do clube tanto em Portugal como no estrangeiro. Acompanha a equipa por todo o lado e apesar de não ter telemóvel nem televisão por cabo junta-se às tertúlias sempre que é exibida uma reportagem do SC Braga.

«Espero que a vossa televisão tenha êxito e o mesmo sucesso que o SC Braga tem tido nos últimos anos. Que possamos crescer juntos e ser felizes. O que noto nas televisões portuguesas é que se dá muito destaque ao Benfica, Porto e Sporting. Espero que a BOLA TV acompanhe bem o terceiro grande deste País, que é o Braga. Assim reza a classificação», atira D. Amélia, com uma sonora gargalhada.

Amélia Morais acompanha o SC Braga para todo o lado  (foto ASF)

Esta adepta muito especial do SC Braga espera que o novo canal dê «atenção a todos os clubes, sem olhar a nomes.» Incluindo, sublinha, o Vitória de Guimarães, o eterno rival dos bracarenses. «Quando me falam dessa divisão fico furiosa! Somos todos minhotos, o Braga é da região, o Guimarães também. Espero que A BOLA TV dê voz a todos e que seja um grande sucesso», rematou em jeito a D. Amélia.




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Hélder Barbosa confirma interesse do Lille

Hélder Barbosa (foto ASF)

Hélder Barbosa está em alta. O atacante do SC Braga, cujo contrato expira em junho de 2014, garante ter conhecimento do interesse de vários clubes nos seus serviços. Em declarações ao site Blogolo, o extremo vai mais longe e anuncia que há «clubes de Espanha, Alemanha, França, Grécia e Turquia» que o seguem com especial atenção.

Embora faça depender uma eventual saída do Minho de uma proposta que satisfaça os interesses do emblema arsenalista, Hélder Barbosa não esconde que, a dizer adeus à pedreira, Inglaterra, Espanha e França são os destinos de eleição. De França, curiosamente, surge o relato do assédio do Lille. 

«O meu agente já me falou disso, mas até ao momento não há nada de concreto. O campeonato francês é excelente e o Lille um bom clube, ambicioso. Sinto-me extremamente lisonjeado por saber que um clube como o Lille está interessado em mim. Mas o SC Braga tem uma palavra a dizer...», sublinha o avançado, de 25 anos e com uma cláusula de rescisão cifrada em 7,5 milhões de euros.

domingo, 24 de junho de 2012

Imorou negoceia rescisão

Imorou (foto ASF)

Depois de uma época complicada, uma lesão grave e apenas três jogos disputados no campeonato, o lateral Emmanuel Imorou já considera o futuro fora do SC Braga.

«Foi, de facto, uma época complicada. Fiz a pré-época e os primeiros jogos do campeonato e depois lesionei-me. O meu empresário está a tratar de tudo e creio que vou ultrapassar isto. Foi uma época super-frustrante e não quero reevivê-la», disse o jogador de 23 anos que chegou na época passada ao SC Braga proveniente dos franceses do Châteauroux.

«Estou bem fisicamente, recuperado desde fevereiro, mas o treinador optou por não voltar a utilizar-me», prosseguiu em declarações ao Blogolo, frisando que estará em Braga no arranque da pré-época para resolver o futuro:

«O regresso ao trabalho está programado para 2 de julho, tenho contrato até 2016 e, a menos que, entretanto, seja encontrada uma solução, estarei lá. O meu empresário está a negociar com o SC Braga para que fique livre. Futuro? Vou para qualquer lado. Quero é jogar», atirou.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

«Seleção? Estou a tentar cidadania portuguesa» - Leandro Salino


No Brasil, era médio. Em Portugal, passou a ser lateral. Leandro Salino, de 27 anos, mudou muito mais do que a sua posição durante as duas épocas que leva com as cores do SC Braga. 

Transformou-se num jogador querido, respeitado pelos adeptos e em entrevista a A BOLA ONLINE revela os seus planos para o futuro, fala sobre a sucessão técnica no clube minhoto e defende que, na próxima época, os grandes vão ter bem mais trabalho.

- No Brasil era médio e atualmente é lateral. Em qual posição prefere atuar?
- Eu quero é jogar, seja a médio ou a lateral. Terminei a temporada como lateral direito com o Leonardo Jardim. Agora, como ele saiu, vou esperar pela decisão do novo treinador. Sempre joguei a médio, mas posso atuar como lateral.

- José Peseiro é o novo treinador do SC Braga. O que acha desta escolha? Acredita que poderá levar a equipa a conquistar títulos?
- Não conheço muito bem o José Peseiro. Torcemos para que ele possa levar a nossa equipa às vitórias. A nossa responsabilidade cresce a cada ano e mostrámos nessa temporada que podemos lutar de igual para igual com os chamados grandes. Espero ganhar ao menos uma competição no próximo ano. Temos objetivos maiores que na última temporada.

- É um jogador muito respeitado no SC Braga. Qual é a sua relação com os adeptos?
- É muito boa. Apesar de treinarmos em algumas ocasiões à porta fechada, os adeptos sempre me apoiam. Eles são muito calorosos. Por onde ando sou bem tratado. Fiz por merecer esse respeito nestes dois anos no clube.

- Sofreu uma lesão complicada no final da última temporada. Como está a sua recuperação?
- A recuperação está tranquila, tudo conforme o planeado. Cheguei ao Brasil e continuei a fazer fisioterapia, piscina e já não sinto mais dores. Vou apresentar-me mais cedo que os outros jogadores para fazer uma avaliação médica e ver se estou completamente recuperado.

- Como avalia a última temporada do SC Braga?
- A temporada foi boa. Conseguimos o nosso objetivo, que era ficar entre os quatro primeiros do campeonato. Ficámos em terceiro, após várias jornadas na liderança. Além disso, conseguimos uma série espetacular de vitórias consecutivas.

- Pensa em chegar à seleção brasileira ou irá optar por naturalizar-se português?
- Todos os jogadores pensam chegar um dia à seleção brasileira mas não é fácil. O país tem muitos atletas em condições para lá chegar e estou a tentar obter a cidadania portuguesa. Vamos aguardar pelo futuro.

- Acha que o SC Braga conseguirá ser tão competitivo quanto o FC Porto e o Benfica no Campeonato?
- Pode e vai ser. Ninguém saiu, por enquanto. Estamos com a mesma base da última época. Vamos dar-lhes muito trabalho




segunda-feira, 21 de maio de 2012

«Estive a torcer, e muito, pelo Chelsea!» - Leonardo Jardim

Leonardo Jardim (foto ASF)

Um pequeno-almoço com Leonardo Jardim serviu de mote para fazer o balanço de uma época em que o SC Braga voltou a fazer história, ao conquistar um terceiro lugar que lhe dá acesso ao play-off da Liga dos Campeões. A Bola online apresenta-lhe os principais tópicos da conversa dom o técnico.

- A vitória do Chelsea permitiu ao Braga aceder diretamente ao play-off da Champions. Não é difícil imaginar que estava a torcer pela vitória dos ingleses...

- Estava a torcer, com certeza. Foi muito bom para o Braga a vários níveis, Desportivamente conseguimos ir ao play-off, o que foi bom em termos financeiros, porque usufruímos de uma quantia grande com esta entrada; ao nível de férias também foi bom. Em agosto teríamos de fazer sete jogos! O mercado ainda aberto nessa altura, podiam sair jogadores, e este quadro permite-nos ter um planeamento mais alargado do campeonato e play-off.

- Ainda não comentou as chamadas de Custódio e Miguel Lopes ao Europeu. São jogadores que valorizam o que o Braga fez esta época?

- A chamada dos nossos jogadores valoriza acima de tudo a estrutura do Braga. Com um pormenor importante: são dois jogadores que por hábito, não vão à Seleção, por isso foi o rendimento deles em Braga que os levou até lá. Estou satisfeito.

- E também sai satisfeito com o balanço da época?

- Houve coisas positivas e negativas. Em duas provas conseguimos os objetivos que perseguíamos, na Liga Europa passámos a fase de grupos, que era objetivo mínimo; no Campeonato queríamos ficar nos quatro primeiros lugares e ficámos em terceiro. Ambicionava mais. Na Taça é que não conseguimos, porque queríamos ir à final e isso não foi conseguido. Outro aspeto importante: Elderson, Custódio, Viana, Barbosa e Lima fizeram das melhores épocas das suas carreiras, e valorizaram-se imenso. Isso significa que teremos mais jogadores para vender. A realidade da época foi esta

- E o treinador também saiu valorizado ao ponto de poder sair?

- O treinador, em termos contratuais, está ligado ao Braga por dois anos, mas sabemos que é difícil fazer previsões para o futuro. Pretendo cumprir o vínculo que tenho, mas o futuro dos profissionais de futebol é sempre incerto.



«Aceito bem o que Domingos disse no início da época» - Leonardo Jardim

Leonardo Jardim (foto ASF)



No início da temporada, quando foi apresentado no Sporting, Domingos Paciência excluiu o Braga da luta pelo título, afirmando que a discussão seria entre os três grandes. A BOLA perguntou a Leonardo Jardim se essas palavras serviram de motivação para o grupo ou se foram utilizadas como pretexto para obter resposta assertiva do Braga em campo. Jardim desmistificou o tema:

- Aceito o que o Domingos disse. O Braga fez uma boa campanha na Liga Europa e mas depois perdeu 13/14 jogadores e também o treinador. Todos acreditavam que íamos fazer uma má campanha e até amigos meus me disseram que ia ser um risco grande, as expectativas eram poucas. Superamos muitos medos, tivemos muitas lesões e problemas, mas mesmo assim fizemos uma época aceitável. Era normal pensar no início que o Braga não iria fazer o que fez, fomos uma boa surpresa.

E lembrou objetivos intermédios que também foram atingidos:

- Tivemos um jogador na luta pelo melhor marcador, que terminou com os mesmos golos do Cardozo, dois jogadores na Seleção, fizemos 13 jogos sempre a vencer, conquistámos o maior número de vitórias, tivemos mais golos marcados. Domingos esteve muito bem na análise, na situação dele, e tendo em conta o quadro, até podia defender a sua opinião. Quando me sentei nesta cadeira, há um ano, alguns diziam-me que tinham saído oito defesas, um guarda-redes, o Matheus, enfim, tanta gente... Temos de estar preparados para rentabilizar os ativos e estamos preparados para a saída de atletas. Fazemos o que sabemos fazer, uma boa gestão.



 «Na próxima época assumo que quero mais» - Leonardo Jardim

Leonardo Jardim (foto ASF)

Fazer mais. Chegar mais longe no Campeonato e nas Taças. Atingir a fase regular da Champions São estes os grandes desafio de Leonardo Jardim para a época 2012/2013

- O que é preciso para termos um Braga candidato assumido ao título?

- Comparo o Braga aos três candidatos em termos de trabalho, ambição e valor dos atletas, mas em termos de investimento existem grandes diferenças. Se igualássemos essa variável seríamos grandes candidatos ao título. Na próxima época, assumo que quero mais. Não podemos pensar de rentabilizar tanto como o Benfica ou os outros grandes. Depositar 10 euros é diferente do que depositar 5 euros, o que temos de fazer é que rentabilizar o nosso próprio investimento.

- O terceiro lugar soube a pouco, considerando que podiam ter ido mais longe?

- Não tivemos rendimento suficiente para conservar os dois primeiros lugares. Ficámos em terceiro, acho que de forma justa. Tivemos grande qualidade de jogo.

- O Montpellier, clube pequeno em França, sagrou-se campeão. É um bom exemplo para vocês?

- Talvez sim, talvez não. Em termos qualitativos a França está atrás do Campeonato português. Nos últimos dois anos, Portugal conseguiu fazer mais na Europa, colocou vários jogadores portugueses nas finais europeias. Por exemplo, em Espanha é difícil ultrapassar os dois primeiros, na Inglaterra quase a mesma coisa. Em Portugal, conseguimos intrometer-nos na luta dos três grandes e ficar à frente de um deles.

«VÃO SAIR JOGADORES»

- O Braga valorizou muitos atletas este ano. Está preparado para pedre jogadores importantes?

- Espero perder menos jogadores do que perdi na época passada, mas mesmo se perder muitos os nossos objetivos desportivos não mudam. Vamos avaliar também jogadores que estiveram a rodar. O Braga tem a noção de que para ser viável tem de vender jogadores. Para ter ambição desportiva também tem de ter qualidade. Terá de haver um equilíbrio nesses dois aspetos porque queremos ir a fase regular da Champions. Para já, é a primeira vez que entramos diretamente no play-off.

- Como está a correr o planeamento da próxima temporada?

- Está decidido que regressaremos ao trabalho em princípio de julho [2 de julho, n.d.r]. Em relação ao plantel estamos a definir quem vai sair, quem vai ser vendido e quais os jogadores que podem entrar na estrutura, para construir uma equipa forte.

- A futura equipa B permite-lhe fazer uma gestão diferente?

- Permite-nos ter algumas soluções, mas plantel principal rondará sempre os 21/22 jogadores.

- Tomou decisões em relação ao Nuno Gomes?

- Não quero individualizar quem sai ou entra. A ideia é sair um jogador se tivermos soluções à medida.



«Em Portugal treinador tem pouca importância» - Leonardo Jardim


Leonardo Jardim (foto ASF)

Quem é o treinador do ano em Portugal? Leonardo Jardim pergunta quais os critérios de avaliação numa eleição deste género...

- É difícil fazer análise de um treinador. Qual são os parâmetros? Se for pela ordem classificativa, está decidido quem foi. Para mim, o treinador não tem mais do que 15 por cento de responsabilidade pelos resultados, o restante é mérito da estrutura. Não existe margem para catalogar um treinador sem ser pelo rendimento desportivo. Estou no pódio.

- Imaginava chegar tão depressa ao topo?

Há 10 anos o meu objetivo era chegar à I Liga. Tenho um percurso diferente, comecei a treinar infantis no Distrital há 19 anos. É uma satisfação pessoal ter chegado aqui, será sempre o momento mais marcante da minha vida. Quero ser competente e fazer o meu trabalho com qualidade.

- A vida de um treinador não é fácil...

- Em Portugal o treinador tem pouca importância. Há outros países em que somos mais importantes. O caso do Arsenal em Portugal era impossível, tem um orçamento brutal, objetivos traçados e por vezes não os consegue atingir. O treinador lá é um manager, gera a equipa, em Portugal temos de estar preparados para tudo, por isso é que não faço grande festa quando ganho nem me vou abaixo nas derrotas.

in abola.pt





terça-feira, 15 de maio de 2012

“Em Portugal, o jogador estrangeiro tem mais tempo para tudo e o português não tem tempo para nada.” - Hugo Viana


Hugo Viana aos 29 anos, é unanimemente considerado um dos melhores jogadores do campeonato português. Presente nas fases finais dos mundiais de 2002 e 2006, o médio ambiciona regressar à Selecção e estar no Euro 2012.

Há 10 épocas, em 2001/02, sagrou-se campeão nacional pelo Sporting. Que balanço faz destes 10 anos?

Um balanço muito positivo. É certo que durante estes 10 anos nem todas as coisas foram boas mas no global o balanço é positivo. Penso que no futebol, como em quase tudo na vida, a última imagem é que fica e acho que os últimos anos foram bastante positivos para mim. Mas não esqueço o passado. Tive duas pré-épocas no Valência onde fui colocado à parte, a treinar sozinho, e não contava para o clube. Foram anos difíceis.

Com o passar dos anos, alterou a sua forma de jogar?

Com a experiência melhora-se e altera-se um pouco a forma de jogar. Ao longo da carreira trabalhamos com treinadores diferentes e aprende-se um pouco com todos eles. Com o passar dos anos a experiência e o saber ficam mais refinados. Há alguns anos não pensava o jogo tão tacticamente como o faço agora.

No Sporting, no Newcastle e agora no Sp. Braga joga com o número 45. Por alguma razão em especial?

Não, sempre tentei ter o mesmo número. No Valência e no Osasuna não estava disponível. Comecei com o 45 e gostava de acabar com esse número.

Quando ingressou no Sp. Braga pediu o 45?

Sim, foi “uma exigência” que fiz.

O Sp. Braga foi o clube ideal para relançar a sua carreira após as épocas que jogou em Espanha?

Neste momento posso dizer que sim mas também foi um passo arriscado para mim, não por ser o Sp. Braga clube, porque sabia que o próximo clube, após ter estado duas épocas no Valência com utilidade abaixo do normal, seria sempre um risco. Foi o Sp. Braga e sabia que o clube tinha todas as condições para eu relançar a minha carreira.

Pode dizer-se que foi uma aposta ganha?

Sim, foi a escolha mais acertada e não tive qualquer problema quando rescindi o contrato com o Valência e assinei pelo Braga. Assinei por três anos por saber também que o Braga é um grande de Portugal.

Nota-se que o Sp. Braga está a crescer de ano para ano. Os jogadores têm a noção de que os adversários já olham para o Sp. Braga de maneira diferente?

Nos últimos anos, o Braga tem feito coisas importantes e o jogo que demonstra é de equipa grande. Vai a qualquer campo sem receio e sem olhar com tanto “respeito” como fazia antigamente. Notamos ainda que as equipas que defrontam o Braga já não o fazem tão abertamente como no passado. Isso dificulta-nos em campo mas também é sinal de que o clube tem crescido e que já nos olham de maneira diferente.

Independentemente da posição em que o Sp. Braga terminar a Liga, pode considerar-se a época positiva?

Sim, a época foi extremamente positiva.

No clube bracarense foi treinado por Domingos Paciência e agora por Leonardo Jardim. Quais as principais diferenças entre os dois?

São dois excelentes treinadores. O Domingos teve dois anos fabulosos – um segundo e um quarto lugares no campeonato e uma presença na final da Liga Europa – e ficará, juntamente com os jogadores, na história do clube. Espero que o mister Leonardo Jardim consiga ganhar algum título com o Braga e assim fazer ainda melhor do que o seu antecessor. Para mim, neste momento, Leonardo Jardim é, como foi o Domingos no seu tempo, o melhor treinador e os nossos jogadores são também os melhores. Espero que a próxima época seja importante para o treinador e para os jogadores.

A derrota na final da Liga Europa frente ao FC Porto foi um momento difícil de superar?

É um lugar-comum dizer-se que as finais não se jogam, ganham-se. Perder foi duro mas foi extremamente positivo termos lá chegado. Foi uma época muito desgastante fisicamente porque tivemos que ganhar muitos pontos às outras equipas no campeonato e tivemos uma segunda volta brilhante, além de que ainda atingimos uma final europeia. Para nós, para o clube e para os adeptos foi excepcional. Perder a final não manchou a campanha que realizámos.

Como é que digeriu a derrota?

Uma derrota é sempre difícil de digerir. Quando perco custa-me a adormecer. Uma final é um pouco diferente porque sabíamos que se tivéssemos ganho iriamos ficar na história do clube, embora tenhamos ficado na mesma na por termos lá chegado. Se tivéssemos ganho a marca seria ainda maior.

Volta a falar-se numa possível transferência para o estrangeiro. Tem espírito de emigrante?

Não sei… fui para o estrangeiro muito novo – 19 anos – e voltaria a fazer a mesma coisa. Neste momento não me estou a ver a emigrar de novo mas na vida nunca podemos dizer nunca digas nunca. Tenho mais um ano de contrato com o Braga e não penso nesse assunto.

Gostou mais da liga inglesa ou da espanhola?

É difícil de escolher porque ambas são espectaculares. São diferentes mas talvez pelo respeito e pelo carinho que os adeptos têm pelos jogadores, se tivesse de escolher seria a inglesa.

Em Portugal, todos os anos se fala de salários em atraso. Acontece o mesmo em Espanha e Inglaterra?

No Valência cheguei a ter dois, três meses de salários em atraso. Mas embora isso por vezes aconteça e seja complicado, em clubes dessa dimensão, não sentimos tanto. Se olharmos para os clubes mais pequenos é muito mais difícil para estes do que para os clubes grandes. Se então me tivessem perguntado se acreditava que o Valência chegaria a essa situação eu diria que não. Mas chegou. É uma situação mais complicada para o clube do que para nós porque até aquele momento os salários estiveram sempre em dia. Não vou ser hipócrita… o impacto do incumprimento num clube como o Valência é diferente daquele que se verifica num clube mais pequeno.

Nesses campeonatos é exigido mais aos jogadores estrangeiros do que em Portugal?

Em Portugal é o contrário. O jogador estrangeiro tem mais tempo para tudo e o português não tem tempo para nada. Acho ridículo o que muitos clubes portugueses fazem ao jogador português. Por exemplo, não compreendo que jogadores titulares da Selecção Nacional como o Carlos Martins ou o Hélder Postiga tenham de emigrar. Hélder Postiga foi titular em 70 ou 80 por cento dos jogos da fase de qualificação para o Euro e, apesar disso, para a maioria das pessoas a sua transferência era mais bem-vista do que a sua permanência. Tanto o Carlos Martins como o Hélder Postiga foram para clubes espanhóis que lutam para não descer de divisão. Estamos a falar de jogadores titulares da Selecção, “obrigados” pelos adeptos a atingir uma final europeia, mas que ao mesmo tempo são “escorraçados” de clubes grandes. Não vejo o porquê, nem compreendo o facto de isso acontecer. Mas está à vista de todos. O Benfica não tem portugueses na equipa titular, o Sporting tem dois no onze base e o FC Porto é igual. Lá fora é diferente. O Real Madrid tem quatro/ cinco espanhóis na equipa base, o Barcelona está cheio de espanhóis. Era bom discutir por que é que os clubes grandes em Portugal não contratam mais portugueses.

Marcou sempre mais golos em Portugal do que em Inglaterra ou em Espanha. É mais fácil jogar em Portugal?

Não, claro que não, essencialmente penso que a principal razão se deve ao tempo de utilização que tive em Portugal e no estrangeiro.

É considerado um dos melhores jogadores da Primeira Liga. Não acha que merecia ser convocado para o Euro 2012?

Gostava muito de ir ao Euro. Se eu fosse responsável pela convocatória eu estaria na lista mas sempre respeitarei as opções, neste caso específico do seleccionador Paulo Bento.

Se não for convocado sentir-se-á injustiçado?

Não. Só podem ser 23 convocados. Resta-me esperar pela convocatória.

Foi colega de Paulo Bento no Sporting. Sempre tiveram uma boa relação?

Sim, há pouco tempo cruzámo-nos num evento desportivo e estivemos a falar. Nunca tivemos, ou haverá, qualquer tipo de problema entre nós. Uma coisa é certa, nunca serei treinador porque imagino que o papel do treinador seja muito difícil e na hora de escolher seja muito complicado. Por isso, para Paulo Bento não será diferente.

Está convicto de que nunca será treinador?

Não me sinto com vontade para vir a ser treinador. Neste momento não vejo o meu futuro ligado ao futebol mas daqui a uns anos não se sabe. Já esteve presente em fases finais de mundiais.

No Euro 2012, Portugal fico num grupo com Alemanha, Dinamarca e Holanda. Esse grau de dificuldade motiva ou amedronta um jogador?

O estar presente no Europeu já é uma motivação enorme. Portugal ficou num grupo complicado mas as outras equipas estarão a pensar o mesmo de Portugal. Nos últimos anos, a Selecção Nacional tem estado quase sempre bem em fases finais de europeus e mundiais e acho que neste momento, com a equipa e o treinador que Portugal tem, há razões para estarmos ao lado da Selecção. Devemos estar optimistas.

No Euro, Portugal precisa de um grupo de guerreiros?

Sim, esses jogos não se decidem só pela técnica ou pela qualidade dos jogadores. São jogos que se definem em lances de bola parada e em pormenores importantes como a questão física. Portugal tem uma equipa tão bem preparada em qualidade técnica como ao nível do confronto físico se isso for necessário.





domingo, 15 de abril de 2012

«Hugo Viana merece a Seleção» - Laurent Robert


O francês Laurent Robert, antigo companheiro de Hugo Viana no Newcaslte, diz que o médio do SC Braga pode ser muito útil à Seleção Nacional e que deve integrar os eleitos de Paulo Bento para o Europeu da Polónia e da Ucrânia.

«A época que está a fazer no SC Braga justifica a ida à Seleção mas é o treinador que decide. Ele merece estar na Seleção e no grupo que irá ao Euro. É um dos jogadores-chave do SC Braga, uma das melhores equipa do campeonato português mas também da Europa», disse o francês, que vestiu também vestiu a camisola do Benfica. 

Em declarações ao Blogolo, Laurent Robert destacou as qualidades do ‘guerreiro’: «O Hugo é um médio que pode ser útil a qualquer equipa. Tem uma visão de jogo soberba, tem um bom remate e coloca a bola onde quer. É também um bom colega de equipa, o que é importante numa Seleção.»


sábado, 7 de abril de 2012

Barroso: «Braga tem tudo para vencer o Porto»


ANTIGO MÉDIO COMENTA JOGO DE SÁBADO


O antigo jogador do Sp. Braga, Barroso, comentou a importante partida de sábado (20h30), entre a sua ex-equipa e o FC Porto, mostrando-se crente no "estofo" dos arsenalistas.

"Vai ser um jogo de alta intensidade. Importante para estes dois grandes clubes, na luta pelo título. Vai ser extremamente difícil para ambos. Espero que o Braga vença e continue com os bons resultados para o objetivo de ser campeão", disse Barroso à agência Lusa.

O médio formado no Minho, mas que ainda vestiu de "azul e branco" entre 1996 e 1998, espera um jogo "muito tático": "As duas equipas sabem que quem errar vai pagar caro. Vai ser muito equilibrado".

"Ainda assim, o Sporting de Braga tem tudo para vencer. Está muito forte e o FC Porto não tem a regularidade dos últimos anos. Será difícil para ambos, mas confio que o Sporting de Braga vai vencer", comentou.

Barroso garante que a equipa do seu coração "tem fibra e mentalidade" para aguentar a pressão de lutar pelo título, mas admite que lhe falta ainda "um pouco de experiência de quem anda nos primeiros lugares".

"No Estádio da Luz faltou um pouco isso. A empatar a poucos minutos do fim, precisava de outra postura e nunca poderia sofrer um golo daquela forma. Se calhar, naquela altura (descontos), com o entusiasmo, pensou que podia vencer e acabou por pagar caro essa situação", analisou.

No entanto, Barroso olha para as últimas jornadas com confiança: "Como 'braguista' e bracarense, acredito que vamos ser campeões. É um justo prémio para a administração, jogadores e técnicos que têm feito um grande trabalho".

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cajuda considera Braga o mais forte candidato ao título


Técnico desvaloriza dragões: 
"Não me parece difícil ganhar ao FC Porto"


O treinador Manuel Cajuda considerou hoje que o Sporting de Braga é a equipa com melhores condições para ser campeã nacional de futebol, pela maturidade que ganhou nos últimos anos.



O ex-treinador do União de Leiria, que falava à margem do 1.º encontro sobre futebol, que se realizou em Vila Franca do Rosário, diz ser difícil os "guerreiros do Minho" perderem pontos frente aos actuais campeões nacionais, na próxima jornada, vendo ainda o Sporting com melhores condições para vencer o Benfica.



"Provavelmente o Sporting de Braga é o mais forte candidato ao título nesta altura. Não sabemos o que vai acontecer. Não me parece difícil ganhar ao FC Porto. Pode acontecer o Sporting de Braga ver-se na liderança a quatro jornadas do fim. Para quem tem a maturidade de há dois anos estar a lutar pelo título, não sei se será fácil tirar-lhes pontos nesta altura", disse, regozijando-se pelo facto de a Liga Portuguesa ser "caso único na Europa, onde a cinco jornadas do fim três equipas lutam ainda pelo título nacional".



Para Manuel Cajuda, o Benfica, derrotado em casa pelo Chelsea (1-0) na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, e Sporting, apesar de ter ganho ao Metalist (2-1) na mesma fase na Liga Europa, vão ter enormes dificuldades em seguir em frente.



"Parece-me que os dois estão um pouco atrapalhados. Estava muito feliz quando o Sporting estava a vencer por 2-0, mas aquele golo que sofreu pode ter complicado de forma muito dura a eliminatória. O Benfica, ao perder com o Chelsea em casa, fez um resultado que não era o esperado. Como português ficaria muito feliz se as duas equipas passassem", rematou.



Manuel Cajuda, que afirma poder voltar ao trabalho a curto prazo fora de Portugal, não ficou alheio aos assobios de que Quim foi alvo no Estádio da Luz, aquando do Benfica-Sporting de Braga de sábado, e relembrou que os dois últimos títulos conquistados pelos "encarnados" foram com o agora guarda-redes dos "arsenalistas" na baliza.



"Não me parece que isso seja relevante. É um facto que o Benfica foi campeão duas vezes com o Quim. Ele é um guarda-redes que faz pontos. O Benfica é um grande clube e não foi com animosidade. Seguramente o Quim está orgulhoso por ter jogado no Benfica", concluiu. 


sábado, 31 de março de 2012

Mais decisivo para as águias e a torcer pelos guerreiros


O Benfica ocupa atualmente o terceiro lugar da Liga ZON Sagres, com menos dois pontos do que o líder Braga e com um de atraso em relação ao FC Porto, pelo que hoje está proibido de falhar, sob pena de dizer praticamente adeus ao título. Essa é a convicção de João Tomás, para quem o jogo desta noite "é mais decisivo para o Benfica do que para o Braga". E explica porquê. "Será difícil para o Braga, pois o Benfica sabe que um resultado que não seja a vitória lhe pode complicar as contas. Depois ficarão a faltar cinco jornadas para o fim do campeonato e um empate mantém tudo como está", define o ponta de lança, que prefere não arriscar um prognóstico sobre o futuro campeão nacional. "Daqui a seis jornadas, já saberemos. Neste momento, o campeonato está de tal maneira equilibrado que apostar em algum seria injusto para os outros. Se o Braga vencer estes dois jogos [depois de jogar na Luz, vai receber o FC Porto], embora seja difícil, dá um passo muito favorável nesse sentido", analisa.



João Tomás jogou uma época e meia no Benfica, ao passo que serviu as cores do Braga três temporadas. Desde então, o avançado natural de Oliveira de Bairro passou a viver na Cidade dos Arcebispos. Por isso, a ligação aos guerreiros do Minho é mais próxima do que às águias, pelo que João Tomás irá esta noite torcer pela equipa treinada por Leonardo Jardim. "Joguei nos dois clubes, mas toda a gente sabe que passei mais tempo no Braga. Já tenho uma costelinha bracarense", reconhece o avançado, de 36 anos.


Independentemente do resultado final, João Tomás deseja sobretudo que o Benfica-Braga seja um bom espetáculo, impermeável a polémicas. "Como desportista, espero que seja um bom jogo, bonito e sem casos. Isso seria o mais importante", pede o avançado do Rio Ave.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Na intimidade do plantel do SC Braga através da opinião de Imorou


Numa entrevista diferente do habitual a uma revista francesa (Sharkfoot), Imorou permite-nos conhecer um pouco melhor o plantel do SC Braga na sua intimidade.




Qual é o jogador mais popular?
Seja em Portugal ou na Europa, Nuno Gomes é o jogador mais solicitado e o mais idolatrado. Entre os adeptos do Braga, Alan e Hugo Viana estão também igualmente bem cotados.


Qual é o jogador que dá mais conselhos?
Hugo Viana, que é um jogador com muita experiência.


Qual é o jogador mais próximo do treinador?
É sem dúvida Alan, o que tem lógica, já que é o capitão.


Qual é o jogador mais sério do plantel?
(hesitação) Devo admitir que isso é um pouco delicado… mas eu diria que o Custódio.


Qual é o jogador mais tecnicista?
É difícil de dizer, há muitos jogadores com técnica no clube. Mas, diria que o Hélder Barbosa.


Qual é o jogador mais brincalhão?
Sem qualquer dúvida, o Ukra.


Qual é o jogador mais tímido?
Penso que sou eu (risos). Sou naturalmente bastante reservado e o obstáculo da língua também não ajuda.


Qual é o jogador mais “brutamontes”?
(Risos) Paulo Vinícius, sem dúvida.


Qual é o jogador mais musculado?
Tommaso Berni, o guarda-redes suplente.


Qual é o jogador que possui mais potencial?
Para mim, é o Hélder Barbosa.


De que jogador é mais próximo?
Quando cheguei, tornei-me próximo imediatamente do líbio Djamal. Era principalmente ele que me fazia as traduções. Ele é-me bastante chegado.


Qual é o jogador que tem a pior alcunha?
Por mais surpreendente que possa parecer, não temos verdadeiramente alcunhas entre nós. Tratamo-nos todos pelo apelido. Excepto talvez o Hugo Viana, que tratamos por Hugo, ou o Nuno Gomes, que tratamos por Nuno.


Qual é o jogador mais comilão?
(Risos) Essa é uma boa pergunta. Honestamente, não posso responder pela simples razão que nunca me pus a reparar nisso durante as nossas refeições.


Qual é o jogador maior?
Claramente ninguém, somos todos bastante atléticos.


Qual é o jogador que demora mais tempo no duche?
Digo sem hesitações, Tommaso Berni.


Qual é o jogador que se veste melhor?
É difícil dizer, mas penso que é o Custódio. Ele usa umas camisitas e coisas do género.


Qual é o jogador mais crente?
Todos os brasileiros são-no bastante, mas o Ewerton é sem dúvida o que é mais.


Qual é o jogador mais viciado em vídeo-jogos?
Acho que sou eu, visto que os outros não jogam muito. No hotel, muitos jogam poker e não vídeo-jogos.


Qual é o jogador que tem o melhor carro?
É sem qualquer dúvida o Miguel Lopes, que veio este Inverno do FC Porto. Ele tem um Audi RS5.


(tradução feita por http://www.facebook.com/noticiasscbraga)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Luís Filipe: «Seria engraçado se o Sp. Braga vencesse o campeonato»


REPRESENTOU OS DOIS CLUBE E ESTÁ DIVIDIDO


Luís Filipe, que já representou Sporting Braga e Benfica, antevê um "jogo de tripla na Luz" e não esconde que seria "engraçado" e uma "mais-valia" se os arsenalistas conquistassem o título.

"Nesta altura, estou repartido. Quero que o campeonato continue assim até ao fim, disputado. Mas reconheço que seria engraçado se o Sporting de Braga vencesse o campeonato", disse Luís Filipe à agência Lusa.

Luís Filipe, de 32 anos e atualmente no Olhanense, representou o Sporting Braga em dois períodos da sua carreira, em 1999/01 e 2005/07, e o Benfica, em 2007/09.

"Quanto mais não seja por ser diferente, por não serem sempre os mesmos. Era uma mais-valia para a nossa Liga, se não vencer um dos que sempre se espera. Mais por isso do que por outra coisa", disse.

O jogador antevê um "jogo difícil" para as duas equipas, pois, "mesmo sem ser decisivo, e atendendo que é entre adversários diretos, a vitória de uma das equipas deixa a outra um pouco mais longe".

"O Sporting Braga está em ascensão, ao contrário do Benfica, que está a atravessar uma fase mais atribulada em termos de resultados. Mas joga em casa e isso é um fator sempre a ter em conta", sustenta.

Luís Filipe defende que "se o Sporting Braga não perder no Estádio da Luz tem uma grande hipótese de ser campeão", embora reconheça que "até à última jornada os candidatos irão perder pontos".

"Qualquer das três equipas [Sporting Braga, FC Porto e Benfica] vai ter jogos difíceis e, como já vimos anteriormente, perder pontos até ao fim do campeonato. Vai ser uma luta até ao fim", disse.

O jogador refere ainda que "mesmo que uma equipa perca pontos na Luz pode ainda recuperar".

"Aquilo que temos visto é que de um momento para o outro tanto se está em primeiro como em terceiro", referiu.

A campanha dos arsenalistas não surpreende Luís Filipe, que considera que o clube minhoto tem vindo a crescer de há uns anos a esta parte.

"Este ano, o Sporting Braga teve a felicidade de as pessoas desviarem um pouco a atenção, em parte pelo início de campeonato não ter sido tão prometedor com os anteriores", explica.

Ainda de acordo com o jogador, "isso retirou alguma pressão à equipa, que, correndo por fora, chegou onde está, mesmo sem nunca assumir o título, mesmo quando se encontra na liderança".

"Mas, agora acho que é inevitável, Apesar de dizerem que não é esse o objetivo, o Sporting Braga, pelo trabalho que tem vindo a fazer, pode perfeitamente vencer este campeonato", refere.

Jesualdo Ferreira: «Benfica poderá ter vantagem neste jogo»

APESAR DA "EXCELENTE" CARREIRA BRACARENSE


O treinador Jesualdo Ferreira considera que o Benfica ainda é "favorito" a vencer no sábado o líder Sporting Braga, apesar de reconhecer a "excelente carreira" dos minhotos na Liga Zon Sagres.

"É um jogo que pode realmente dar tudo. A vitória do Sp. Braga ou do Benfica. Ou empate. Creio que, neste momento, apesar da excelente carreira do Braga, o Benfica poderá ter vantagem neste jogo", disse o antigo treinador das duas equipas.

Em entrevista à Lusa, o atual técnico dos gregos do Panathinaikos reconhece, no entanto, que o Benfica "está francamente pressionado pelos resultados anteriores e, acima de tudo, pelo momento em que estes jogos aparecem".

"O Benfica, colocado na situação em que está, atrás, em terceiro, depois de ter perdido a vantagem que já teve [cinco pontos], com a derrota frente ao Chelsea e na próxima semana a segunda mão da Liga dos Campeões e com o Sp. Braga pelo meio... esta colocação de calendário acabou por causar-lhe maiores problemas do que propriamente os jogos com Chelsea e Sp. Braga", considerou.

Segundo Jesualdo Ferreira, "muitas vezes acontece que um posicionamento de jogos pode definir uma época, pela positiva ou negativa".

"Por isso, o dizer que acho possível que este jogo dê qualquer resultado", insistiu.

Jesualdo Ferreira elogia a liderança do Sporting Braga, mas alerta que o próprio, no comando técnico arsenalista, conquistou o primeiro lugar em 2004/05 com triunfo na visita ao FC Porto.

"Não é a primeira vez que o Sp. Braga vence um candidato ao título e é primeiro. Recordo que há sete anos, em fins de janeiro, com apenas ano e meio de trabalho - o presidente [António] Salvador e eu -, ganhámos no Dragão e ficámos também no primeiro lugar. E no ano seguinte, caminhámos em primeiro durante 13 jornadas desde o início do campeonato", lembrou.

O treinador afiança que "tudo foi construído com segurança, por um presidente novo, mas com ambição muito grande e que rapidamente percebeu o caminho para o sucesso".

quinta-feira, 15 de março de 2012

Lima, a história do goleador que queria ser famoso


Da distante paisagem amazónica para a fotografia: quem é o goleador do Sp. Braga e da liga portuguesa?

 


Lima respira fundo. Aos 28 anos pode dizer-se que concretizou a ambição de criança: é um jogador famoso. Do outro lado do Atlântico, dona Maristela emociona-se. A vida não é fácil para uma criança nascida na pequena cidade de Monte Alegre, no distante e amazónico estado do Pará.


«Ainda ontem comentava com ele por telefone», começa por dizer ao Maisfutebol. «No domingo, enquanto estava na missa, lembrei-me de tudo o que ele passou. De todos os sacrifícios que fez. Lembrei-me do dia em que ele me ligou a chorar: mãe, você faz anos e eu não tenho dinheiro para lhe enviar uma prenda.»


A história de Lima, no fundo, moldou-lhe o jeito para jogar futebol. Pode ver-se no temperamento. Combatente, esforçado, valente. «Eu respondia que não fazia mal. Que um dia ainda ia ser rico e dar-me prendas. Quando começou a ganhar dinheiro, no Paraná Clube, comprou-me uma casa.»


O que remete para o início do texto: Lima respira fundo.


O Cabeça, pai-de-santo do Vizela


Cláudio (Gil Vicente) conheceu-o quando tentava impor-se no futebol. Era um jovem. Tímido e com muito acne. As borbulhas deixaram marcas que ainda se notam e que na altura o tornavam mais reservado: pouco saía de casa. Passava o tempos entre a televisão e a playstation. A amadurecer o sonho.


Hoje sente que chegou enfim onde sempre quis. «Com nove ou dez anos já dizia que um dia ia ser um jogador de futebol famoso no estrangeiro.» Carioca foi o primeiro treinador num clube a sério e reitera as palavras da mãe. «Apareceu-me aqui com 16 anos e só falava em ser famoso», conta.


A vida do melhor marcador da liga deu de resto muitas voltas. Na origem de todas elas esteve um nome: Coronel Nunes. É o presidente da federação de futebol do Pará e é também tio de Lima. «Com 16 anos levei-o para o Paysandu. Apostei que ele ainda ia ser um grande jogador», lembra.


A obsessão que vem de longe.


O avançado começou a jogar na rua e deu os primeiros pontapés a sério no pequeno São Francisco Sport. «É um clube aqui de Monte Alegre, para onde foi jogar com onze anos», diz a mãe. «Foi com o irmão gémeo Roberto, que nunca levou o futebol tão a sério. Não foi tão determinado.»


No Paysandu Lima foi campeão e deu o salto. «Fez um ataque demolidor com outro miúdo, o Waldir, que também fez um carreira bonita. No final do segundo ano veio cá o Paraná e pagou para levar os dois.» Lima era um júnior. Mudou de estado e foi para longe da família. Tornou-se um goleador.


«Na altura já era bom, mas hoje está muito mais forte. Muito potente.» Toda a gente se surpreende aliás com a força de Lima: a massa muscular é admirável. «Sempre foi muito saudável, nunca teve doenças», diz a mãe. «Sai ao pai. Já o irmão gémeo também é assim forte», adianta o tio.


Como é que ele faz os golos?


A mãe acrescenta outro pormenor. «Sempre teve cuidado com ele e orientou-se para o futebol. Com nove anos, jogava com rapazes de treze. Eu não deixava, mas ele e o irmão fugiam. Ia para o campo e ficava da parte de fora a defendê-los. Discutia com os mais velhos. Muitas vezes brigava mesmo.»


«Deu-me muitas dores de cabeça. Jogava descalço e um dia rasgou o pé. Outro dia teve uma luxação na clavícula. Mas voltava. Dizia sempre: mãe, só com os mais velhos fico mais forte.» A determinação levou-o longe. Disputou aliás duas Libertadores: uma no Santos e uma no Paraná.


Foi em Portugal, no entanto, que Lima atingiu o estrelato. «Quando ele foi para o Belenenses, disse-lhe que tinha de ir a Fátima. E ele foi. Graças a Deus adora Portugal e quer acabar aí a carreira.» O tio vai mais longe. «Gostava que ele fosse à seleção portuguesa. Pode ser um novo Deco.»


quinta-feira, 8 de março de 2012

«Vamos lutar para ser campeões» - Djamal



Depois de Lima, mais um jogador do SC Braga assume o desejo pessoal de lutar pelo título. Djamal, possante trinco líbio, disse-o com todas as letras ao site Blogolo: «No início da temporada, queríamos acabar entre os três primeiros. Agora que estamos nesse posto, vamos lutar pelo título. Estamos três pontos atrás do Porto e vamos jogar contra eles. Estou em Braga para ganhar títulos. O nosso objetivo era entrar na Liga dos Campeões, mas se podemos ser campeões nacionais, porque não?»


Djamal perdeu o lugar para Custódio depois de ter estado ao serviço da Líbia no CAN. «Ficamos sempre menos felizes quando não jogamos, mas deixa-me feliz ver que a equipe joga bem», declarou, negando ter chegado da competição quatro quilos mais gordo. «Na verdade, houve um mal-entendido. Durante as partidas, perdemos muito peso, mas recuperámos com as refeições. Mas falei com o treinador e está tudo bem, ele sabe que estou aqui para ajudar a equipa.»


Entre elogios a Lima – «É um avançado muito completo, mais completo que o Hugo Almeida», frisou» –, Djamal esclarece que a sua relação com Leonardo Jardim é acima de tudo «profissional». «Não abuso, não quero que me tomem por puxa-saco...»