"A
sorte do Artur foi igual à minha"
O carrossel mágico de Quim prossegue a grande
velocidade. Agora está na mó de cima; há um ano andava de pé engessado e a
única certeza que tinha é que na melhor das hipóteses só estaria operacional no
Verão. Foi-se abaixo, mas não desabou, porque este guarda-redes que conquistou
dois campeonatos, duas Taças da Liga e uma Supertaça é o mesmo que falhou um
Mundial (2002) por ter sido suspenso durante seis meses por suspeitas de doping
(nandrolona). Qual felino de sete vidas, o fim não existe para Quim.
O que custou mais: desaparecer durante uma época inteira para recuperar da lesão no tendão de Aquiles ou cumprir uma suspensão de seis meses?
Foram os momentos mais negativos da minha carreira. Jamais os esquecerei e continuo sem saber por que razão um controle antidoping deu positivo. Quanto à minha lesão, foi muito complicada, mas já passou e o mais importante é que voltei. Continuo a ser o mesmo Quim.
Chegou a temer a carreira em risco?
Pensei em muita coisa, mas contei com a ajuda de um departamento médico fantástico. Devo-lhes tudo, porque a idade já era um pouco avançada para a gravidade da lesão. Meti na cabeça que tinha de recuperar bem e esse pensamento positivo também ajudou.
No campo do inacreditável, a gravidade da lesão foi "ultrapassada" pelo trajecto da equipa na Liga Europa até à final?
O que fez o Braga foi fantástico e só tinha pena por não poder ajudar em campo. Fi-lo por fora e tive o prazer de sentir, dentro do balneário, toda aquela alegria. Vai ser difícil repetir uma época daquelas, mas tudo pode acontecer. Há sempre essa esperança.
Já pensou que foi graças ao seu azar que o Benfica vislumbrou uma solução (Artur) para o problema em que se tinha metido após a sua saída?
O que custou mais: desaparecer durante uma época inteira para recuperar da lesão no tendão de Aquiles ou cumprir uma suspensão de seis meses?
Foram os momentos mais negativos da minha carreira. Jamais os esquecerei e continuo sem saber por que razão um controle antidoping deu positivo. Quanto à minha lesão, foi muito complicada, mas já passou e o mais importante é que voltei. Continuo a ser o mesmo Quim.
Chegou a temer a carreira em risco?
Pensei em muita coisa, mas contei com a ajuda de um departamento médico fantástico. Devo-lhes tudo, porque a idade já era um pouco avançada para a gravidade da lesão. Meti na cabeça que tinha de recuperar bem e esse pensamento positivo também ajudou.
No campo do inacreditável, a gravidade da lesão foi "ultrapassada" pelo trajecto da equipa na Liga Europa até à final?
O que fez o Braga foi fantástico e só tinha pena por não poder ajudar em campo. Fi-lo por fora e tive o prazer de sentir, dentro do balneário, toda aquela alegria. Vai ser difícil repetir uma época daquelas, mas tudo pode acontecer. Há sempre essa esperança.
Já pensou que foi graças ao seu azar que o Benfica vislumbrou uma solução (Artur) para o problema em que se tinha metido após a sua saída?
É tudo muito
relativo no futebol. O azar de um pode ser sempre uma oportunidade para outro.
O Artur foi contratado depois da minha lesão e acabou por fazer uma época muito
boa em Braga, conseguindo por isso subir na carreira. Não foi um caso único. Eu
também fui para guarda-redes por mero acaso no Ruivanense: era um avançado e o treinador meteu-me na baliza porque os outros
guarda-redes estavam lesionados. Ninguém pode dizer que está bem.
E como reagiu à forma insólita como Jorge Jesus anunciou a sua dispensa, numa entrevista em directo na televisão?
O Benfica passou e o treinador também é passado. O meu treinador não é esse, é o Leonardo Jardim.
Apesar da derrota na Marinha Grande, o Braga continua envolvido nos primeiros lugares. O que terá de ser feito para evitar mais dissabores?
Não foi fácil perder com o Leiria, vínhamos de um bom arranque. Só que nem sempre tudo corre como pretendemos: foi um acidente de percurso. Ou melhor, foram dois seguidos: um para a Liga Europa e outro para a Liga. Temos trabalhado para vencer essa maré negativa.
Na corrida pelo título, o Braga corre por fora ou é um candidato assumido?
O Braga é um candidato a lutar pelos quatro primeiros lugares. Queremos sempre vencer; no final, faremos contas. Não é fácil ir além das classificações que temos conseguido nos últimos anos, mas vamos meter-nos lá no meio da luta. O Braga tem conseguido isso, com mérito, nos últimos três anos. Queremos ir longe.
Falta a conquista de uma Taça de Portugal no seu palmarés. Será possível ao serviço do Braga?
Foi um dos objectivos traçados pelo presidente queremos chegar a uma final da Taça ou da Taça da Liga. Seria muito bom, mas é preciso ter cuidado. O 1º de Dezembro não nos garante a presença na próxima fase. Teremos de nos apresentar no melhor nível possível.
E se a baliza for entregue a Berni nesta competição?
Só me compete treinar para jogar e ajudar a equipa; quem decide é o treinador.
"Paulo Bento é que sabe"
Enquanto foi recuperando o tempo perdido no Braga, também regressou à Selecção, à excepção desta última dupla jornada de apuramento. Ficou surpreendido, atendendo a que Eduardo foi chamado sem ser titular no Benfica?
É lógico que esperava ser chamado, porque as coisas têm-me corrido bem no Braga. Fiquei triste, mas o seleccionador é que sabe.
Receia que o apuramento de Portugal para o Europeu termine mal?
Não. O jogo com a Noruega não nos correu de feição, mas temos que dar tudo nos dois jogos do play-off. A Selecção Nacional até já se habituou a este tipo de apuramentos.
Acha que foi o jogador mais penalizado pela derrota por 6-2 contra o Brasil?
A verdade é que foi o último jogo que fiz pela Selecção Nacional com Carlos Queiroz. Só não sei se foi por causa disso. Dei tudo que podia nesse jogo. Para já, depois de um ano de paragem, o meu objectivo principal é jogar pelo meu clube.
Depois de Vítor Baía, que sempre foi a sua principal referência, vê alguém ao mesmo nível em Portugal?
Há bons guarda-redes portugueses, mas podia haver mais. Os clubes têm feito más apostas: preferem estrangeiros pouco conhecidos do que os portugueses. Dos poucos que existem, têm qualidade para jogar na Selecção Nacional. O Vítor Baía tinha um currículo fantástico e jogou sempre na Selecção. Apostavam nele. Isso já não se verifica na Selecção: muda-se muito; tarda em aparecer um guarda-redes assíduo
"Na minha estreia nos sub-15 isolei o Nuno e ele marcou"
O que já não servia para o Benfica tem valido ouro em Braga. Primeiro, chegou Quim; depois, Nuno Gomes. São estes os equívocos que os minhotos abraçaram. Novamente do mesmo lado da barricada, Quim garante que passou a dormir melhor desde que teve a certeza de que Nuno Gomes deixou de pertencer ao inimigo. "Apesar da idade, tem provado que ainda sabe fazer golos. Conheço-o desde os sub-15 e somos grandes amigos. No meu primeiro jogo pelos sub-15, num torneio, lembro-me que ele fez um golo na sequência de um pontapé meu. Isolei-o na frente", recordou o guarda-redes, que não aceita o estatuto de vedeta da companhia. "Somos apenas os mais experientes. Além de sermos os mais velhos, também somos os jogadores com mais jogos na I Liga. Julgo que isso dá alguma confiança aos outros", analisou.
Viagem ao Senegal agendada para Dezembro
E como reagiu à forma insólita como Jorge Jesus anunciou a sua dispensa, numa entrevista em directo na televisão?
O Benfica passou e o treinador também é passado. O meu treinador não é esse, é o Leonardo Jardim.
Apesar da derrota na Marinha Grande, o Braga continua envolvido nos primeiros lugares. O que terá de ser feito para evitar mais dissabores?
Não foi fácil perder com o Leiria, vínhamos de um bom arranque. Só que nem sempre tudo corre como pretendemos: foi um acidente de percurso. Ou melhor, foram dois seguidos: um para a Liga Europa e outro para a Liga. Temos trabalhado para vencer essa maré negativa.
Na corrida pelo título, o Braga corre por fora ou é um candidato assumido?
O Braga é um candidato a lutar pelos quatro primeiros lugares. Queremos sempre vencer; no final, faremos contas. Não é fácil ir além das classificações que temos conseguido nos últimos anos, mas vamos meter-nos lá no meio da luta. O Braga tem conseguido isso, com mérito, nos últimos três anos. Queremos ir longe.
Falta a conquista de uma Taça de Portugal no seu palmarés. Será possível ao serviço do Braga?
Foi um dos objectivos traçados pelo presidente queremos chegar a uma final da Taça ou da Taça da Liga. Seria muito bom, mas é preciso ter cuidado. O 1º de Dezembro não nos garante a presença na próxima fase. Teremos de nos apresentar no melhor nível possível.
E se a baliza for entregue a Berni nesta competição?
Só me compete treinar para jogar e ajudar a equipa; quem decide é o treinador.
"Paulo Bento é que sabe"
Enquanto foi recuperando o tempo perdido no Braga, também regressou à Selecção, à excepção desta última dupla jornada de apuramento. Ficou surpreendido, atendendo a que Eduardo foi chamado sem ser titular no Benfica?
É lógico que esperava ser chamado, porque as coisas têm-me corrido bem no Braga. Fiquei triste, mas o seleccionador é que sabe.
Receia que o apuramento de Portugal para o Europeu termine mal?
Não. O jogo com a Noruega não nos correu de feição, mas temos que dar tudo nos dois jogos do play-off. A Selecção Nacional até já se habituou a este tipo de apuramentos.
Acha que foi o jogador mais penalizado pela derrota por 6-2 contra o Brasil?
A verdade é que foi o último jogo que fiz pela Selecção Nacional com Carlos Queiroz. Só não sei se foi por causa disso. Dei tudo que podia nesse jogo. Para já, depois de um ano de paragem, o meu objectivo principal é jogar pelo meu clube.
Depois de Vítor Baía, que sempre foi a sua principal referência, vê alguém ao mesmo nível em Portugal?
Há bons guarda-redes portugueses, mas podia haver mais. Os clubes têm feito más apostas: preferem estrangeiros pouco conhecidos do que os portugueses. Dos poucos que existem, têm qualidade para jogar na Selecção Nacional. O Vítor Baía tinha um currículo fantástico e jogou sempre na Selecção. Apostavam nele. Isso já não se verifica na Selecção: muda-se muito; tarda em aparecer um guarda-redes assíduo
"Na minha estreia nos sub-15 isolei o Nuno e ele marcou"
O que já não servia para o Benfica tem valido ouro em Braga. Primeiro, chegou Quim; depois, Nuno Gomes. São estes os equívocos que os minhotos abraçaram. Novamente do mesmo lado da barricada, Quim garante que passou a dormir melhor desde que teve a certeza de que Nuno Gomes deixou de pertencer ao inimigo. "Apesar da idade, tem provado que ainda sabe fazer golos. Conheço-o desde os sub-15 e somos grandes amigos. No meu primeiro jogo pelos sub-15, num torneio, lembro-me que ele fez um golo na sequência de um pontapé meu. Isolei-o na frente", recordou o guarda-redes, que não aceita o estatuto de vedeta da companhia. "Somos apenas os mais experientes. Além de sermos os mais velhos, também somos os jogadores com mais jogos na I Liga. Julgo que isso dá alguma confiança aos outros", analisou.
Viagem ao Senegal agendada para Dezembro
A escola de
futebol do empresário Souleymane Cissé, no Senegal, será visitada por
responsáveis do Braga em Dezembro. Em declarações prestadas ao bloGolo, o
representante do jogador Sissoko (Académica) deu conta de uma reunião recente
com o director-desportivo Fernando Couto, admitindo inclusivamente que muito em
breve alguns dos melhores jogadores da sua academia prestarão provas em Braga. "Fernando
Couto aprecia muito o nosso trabalho. Estimo que em Dezembro vão visitar a
nossa escola", revelou. Na Pedreira, as principais novidades foram os
regressos dos internacionais Elderson e Nuno Gomes. O lateral-esquerdo
nigeriano e o avançado português cumpriram um treino ligeiro, essencialmente de
recuperação física, pelo que só a partir desta manhã é que estarão realmente
envolvidos na preparação do jogo com o 1º de Dezembro para a Taça de Portugal,
em Sintra (sábado).
O
JOGO