Guerreiros em afirmação europeia
O sonho traduz-se do mais perfeito inglês. Novamente no norte europeu, o SC Braga assume a identidade de um clube em clara afirmação no plano internacional. Birmingham limita-se à casa de partida de mais uma aventura na Liga Europa, ainda que provoque um inevitável e doce suspiro pela memória recente de dias felizes nestes domínios.
Dublin, do outro lado da rua, é nome gravado a letra dourada na história do emblema arsenalista, palco da sua primeira final em competições organizadas pela UEFA. O decisivo e inédito duelo português foi um quase com sabor a tudo, capítulo que traçou uma linha sem retorno na projecção da marca bracarense, mesmo que a vitória se tenha pintado nas cores do FC Porto.
Um finalista, a este nível, já não se escuda do anonimato ou de uma ambição menor entre a elite europeia, independentemente dos desafios que o destino lhe prepare. A admirável estreia na Champions e a visão do paraíso na Liga Europa conferem uma imagem mais poderosa e temível do que nunca e deixam em sentido quem o acompanha na subida ao palco.
Esta noite, no Estádio St. Andrew's, revivem-se delirantes viagem do SC Braga pela Grã-Bretanha na temporada passada. Fama com proveito, dura realidade que despreveniu os mais endinheirados e estilhaçou previsões com sotaque tendenciosamente british.
Ainda com o hino da Liga dos Campeões no ar, o Celtic ficou mudo perante a prova de superioridade dos minhotos. Na Liga Europa, Anfield Road também não foi uma casa assombrada: a sua alma, alimento de uma história mítica e esmagadora, foi aprisionada e reduzida a uma leve lembrança sem direito a reclamação.