quinta-feira, 15 de setembro de 2011


Fim do pesadelo para Douglão: Kavala despromovido

O Kavala foi hoje despromovido à 4.ª Divisão do futebol grego por viciação de resultados. A decisão, que não é passível de recurso, foi tomada pela Comissão dos Desportos Profissionais, que também relegou o Olympiakos Volos àquele escalão competitivo, pelos mesmos motivos. 

Com esta decisão, Douglão liberta-se em definitivo do Kavala, clube com o qual tinha rescindido socorrendo-se de uma cláusula no seu contrato que lhe permitia ficar livre se o clube descesse. De resto, todos os jogadores dos quadros do Kavala e Olympiacos de Volos são, neste momento, atletas livres.

O SC Braga continua a desenvolver esforços junto da FIFA para que o organismo envie imediatamente o certificado internacional de Douglão, de forma a que o defesa-central entre na estratégia de Leonardo Jardim para o jogo desta noite, frente ao Birmingham. No entanto, admite-se que esse cenário será difícil de concretizar.


Notícia



Provar que somos favoritos

Paulo Vinicius chegou ao SC Braga esta temporada, estava já o grupo em Melgaço com o estágio de pré-época a decorrer.

Vindo da União de Leiria, onde jogou cumprindo todos os papeis da linha defensiva e o mais recuado no meio campo, Paulo Vinicius, foi afirmando-se com o decorrer dos jogos.

Acumula minutos e dá garantias de qualidade numa posição que, neste inicio de época, tem estado orfã de candidatos pelo volume de lesões.

Paulo Vinicius tem experimentado como companheiros nos eixo da defesa Ewerton, Nuno André Coelho e até Palmeira. No último jogo foi a vez de Djamal desempenhar esse papel ao lado dele. Para Paulo Vinicius "não faz qualquer confusão ter jogado com todos. Todos têm qualidade e dão garantias. Importa é estar bem".


"E estar bem é enfrentar este adversário com a vontade de vencer e certos que  "para provar que somos favoritos terá que ser em campo a jogar. Nós queremos vencer este jogo e começar da melhor maneira".

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   Entrar a vencer é o objectivo



Enquanto em Portugal os termómetros estavam ainda perto dos 30ºC, em Birmingham a noite chegava com apenas 9 graus.

O St. Andrew’s acolhia o treino do SC Braga com uma relva em óptimo estado mas com uma iluminação que deixava a sensação de ser demasiado fraca para um jogo à noite. Por estes lados não é normal jogarem a estas horas, é certo, mas também é certo que a UEFA costuma ser intransigente com aspectos similares.

O Birmingham não tem por raro jogar à noite, como também não o faz por hábito nas competições europeias.

A equipa desceu mesmo á 2ª Divisão inglesa (correspondente à Orangina), mas Leonardo Jardim não desvaloriza o adversário por esse facto. O Birmingham é um clube histórico, com adeptos fervorosos e com um futebol tipicamente britânico.

“Têm um futebol muito directo e vertical, aproveitando níveis altos de agressividade com bola e pressão sobre o portador. Com sistemas tácticos, quer em casa ou fora, mas principalmente em casa, com êxito. Têm 3 vitórias em casa sem golos sofridos”.


Da parte do Birmingham, o SC Braga recebeu rasgados elogios pelo treinador Chris Hughton que considera o clube português favorito não só a este jogo mas também na competição. Leonardo Jardim agradece mas o valor prova-se na prática.

“ O SC Braga, em teoria, tem responsabilidades nesta prova onde foi finalista, mas não podemos comparar uma época com outra. Existem muitas alterações. Acredito, sim, é que estes jogadores e esta estrutura trabalha no limite com o objectivo de passar-mos esta fase de grupos. Este é o primeiro jogo de uma série de 6. Queremos vencer”, concluiu o técnico dos Gverreiros.


scbraga.pt

A oportunidade única
MINHOTOS DEFRONTAM BIRMINHGAM

Ponto prévio e facto: o Sp. Braga nunca venceu em Inglaterra. Interrogação óbvia: será que pode ser hoje? Resposta especulativa: esta é, pelo menos, a melhor oportunidade para o fazer e pode não haver mais nenhuma assim...
Ou seja, muito dificilmente os minhotos encontrarão um clube inglês que está neste momento no segundo escalão e convém aproveitar o momento, porque é do momento que o próprio futebol vive.


Jogadores descomprimem antes de desafio com Birmingham

A comitiva do SC Braga realizou, esta manhã, o habitual passeio pelas imediações do hotel, com o intuito de descomprimir antes da partida, às 20h05, frente ao Birmingham, para a fase de grupos da Liga Europa.

Os jogadores passearam pelas ruas de Birmingham e suscitaram a curiosidade dos ingleses, tendo inclusive um casal de idoso interpelado o guarda-redes Berni para saber quem eram e o que estavam ali a fazer.
Os jogadores regressaram depois ao hotel, onde vão almoçar, descansar e antes do jogo está ainda programado um lanche para repor energias.                            


Guerreiros em afirmação europeia

O sonho traduz-se do mais perfeito inglês. Novamente no norte europeu, o SC Braga assume a identidade de um clube em clara afirmação no plano internacional. Birmingham limita-se à casa de partida de mais uma aventura na Liga Europa, ainda que provoque um inevitável e doce suspiro pela memória recente de dias felizes nestes domínios.

Dublin, do outro lado da rua, é nome gravado a letra dourada na história do emblema arsenalista, palco da sua primeira final em competições organizadas pela UEFA. O decisivo e inédito duelo português foi um quase com sabor a tudo, capítulo que traçou uma linha sem retorno na projecção da marca bracarense, mesmo que a vitória se tenha pintado nas cores do FC Porto.

Um finalista, a este nível, já não se escuda do anonimato ou de uma ambição menor entre a elite europeia, independentemente dos desafios que o destino lhe prepare. A admirável estreia na Champions e a visão do paraíso na Liga Europa conferem uma imagem mais poderosa e temível do que nunca e deixam em sentido quem o acompanha na subida ao palco.

Esta noite, no Estádio St. Andrew's, revivem-se delirantes viagem do SC Braga pela Grã-Bretanha na temporada passada. Fama com proveito, dura realidade que despreveniu os mais endinheirados e estilhaçou previsões com sotaque tendenciosamente british.

Ainda com o hino da Liga dos Campeões no ar, o Celtic ficou mudo perante a prova de superioridade dos minhotos. Na Liga Europa, Anfield Road também não foi uma casa assombrada: a sua alma, alimento de uma história mítica e esmagadora, foi aprisionada e reduzida a uma leve lembrança sem direito a reclamação.