Uma gestão furada
JARDIM ALTEROU QUATRO UNIDADES
Leonardo Jardim quis “meter” sangue novo no núcleo duro, tentando surpreender Manuel Cajuda, mas acabou por apanhar o próprio plantel desprevenido, promovendo uma gestão que saiu literalmente furada.
A derrota em Leiria, a primeira na Liga Zon Sagres, teve muito mais impacto porque se seguiu a outra, na Liga Europa, frente ao Club Brugge, mas a grande realidade é que a equipa não conseguiu responder em bloco a uma mudança significativa que abalou a estrutura. Sem Hugo Viana, Lima, Hélder Barbosa e Elderson, o onze ficou com uma nova cara e demasiado mexido para conseguir promover os automatismos já bem enraizados. Parece consensual que a troca de defesas-esquerdos (saiu Elderson e entrou Imourou) foi a que menos se notou, mas com Salino a jogar ao lado de Djamal, que perdeu o habitual parceiro Hugo Viana, e Carlão a cumprir as funções de Lima, as coisas não foram certamente semelhantes. Leonardo Jardim, em suma, procurou aproveitar o jogo da Marinha Grande para começar a conceder oportunidades mais alargadas a quem lhe tem dado garantias nos treinos, como é o caso de Carlão e até de Mérida, tendo o espanhol acabado por ser a face do erro de casting, pois saiu logo ao intervalo, apesar de bons movimentos e aquele açucarado passe que Mossoró desperdiçou.