domingo, 6 de novembro de 2011

Nuno Golos ataca a corte de rei Artur


ESTRELAS QUE TROCARAM DE CAMISOLA


São dois jogadores de referência: um marca os últimos 15 anos do futebol português; o outro é um dos melhores guarda-redes da Liga das últimas temporadas. De um lado Nuno Gomes, o príncipe goleador que fez quase toda a carreira no Benfica e hoje defende as cores do Sp. Braga; do outro Artur Moraes, o brasileiro que começou por ser suplente de Felipe no Minho e evoluiu para grande estrela na Luz.


Nunca se defrontaram até hoje e não deixa de ser interessante que possam fazê-lo alimentando a ideia de se cruzarem com camisolas trocadas. Nuno Golos ataca a corte de rei Artur. Não só por isso, mas também pela perspetiva desse duelo de especialistas, o espetáculo está garantido.



A muralha cresce um centímetro


É só pegar na fita métrica: Douglão faz quase toda a diferença. Defesa com média de altura de 1,86 metros. 


A melhor defesa do Campeonato, e uma das mais sólidas da Europa, vai crescer um centímetro com a provável inclusão de Douglão no sector, numa mudança forçada pelo castigo de Elderson, que em princípio obrigará Leonardo Jardim a deslocar Paulo Vinícius para a ala esquerda. Douglão é o jogador mais alto do SC Braga. Mede respeitáveis 1,93 metros, curiosamente a mesma estatura de Cardozo. 


Independentemente de o paraguaio jogar ou não de início, é convicção dos bracarenses que fará de alguma forma parte da estratégia de Jorge Jesus para quebrar o ciclo 100 por cento vitorioso dos guerreiros em casa, no Campeonato. Nos últimos anos, o SC Braga suportou muitos dos seus êxitos desportivos numa base forte, sustentada por jogadores possantes e altos, como Moisés, André Leone ou Paulão, característica que se mantém.


Douglão reforça defesa do SC Braga (foto ASF)


«Penalties» decidiram duelos


Só por duas vezes Leonardo Jardim se cruzou com Jorge Jesus. Técnico do Benfica ganhou sempre mas teve de suar. Decisões difíceis da arbitragem marcaram jogos entre a dupla. 


Resumem-se a dois jogos os confrontos directos entre Leonardo Jardim e Jorge Jesus, ambos ganhos pelo treinador do Benfica. Desafios com um denominador comum: foram precisos grandes penalidades para desatar o nó e encontrar um vencedor. 


A primeira vez que Jardim e Jesus se cruzaram foi a 19 de Outubro de 2008, na terceira eliminatória da Taça de Portugal. O madeirense treinava então o Desp.Chaves, na época a disputar a II Divisão, e Jorge Jesus orientava o SC Braga. Para muitos que recordam as incidências dessa partida, terá sido uma das piores exibições dos bracarenses na era Jesus. A vitória por 1-0 dos minhotos foi alcançada através de uma grande penalidade muito discutível, por mão de Ricardo Rocha, quando o central estava no chão. 


O segundo duelo entre técnicos teve como palco o Estádio Municipal de Aveiro. O Beira-Mar de Jardim perdeu por 3-1 com o Benfica. Perto do intervalo, num lance que pouca gente se apercebeu no estádio, Cardozo foi agarrado na área. Penalty. Golo. Os encarnados experimentaram imensas dificuldades para desmontar a organização do opositor aveirense, mas a vantagem ao intervalo permitiu-lhes ganhar ânimo para ampliar o triunfo.