Leonardo Jardim orienta nesta altura mais um treino do SC Braga, o penúltimo antes da visita ao Dragão, domingo, às 18.15 horas. O ensaio decorre à porta fechada, nos relvados anexos ao Estádio AXA.
São oito os impedimentos para o duelo com o FC Porto (um por castigo e os restantes devido a lesão) e o sector defensivo é um dos mais afectados. De tal forma que o treinador dos bracarenses irá estrear no palco portista o quarteto defensivo constituído por Leandro Salino, Douglão, Ewerton e Paulo Vinícius.
Nada que impeça Leonardo Jardim de pensar em vencer pela primeira vez Vítor Pereira, depois de dois empates e uma derrota nas três vezes em que se defrontaram enquanto treinadores, uma na 2.ª Divisão e duas na Liga de Honra.
A visita do SC Braga ao Estádio do Dragão já integra o circuito dos momentos mais especiais do Campeonato, com o duelo entre arsenalistas e portistas a adquirir neste novo século o exclusivo rótulo de clássico.
Mas no domingo há garantidamente um outro motivo de atracção, gerado por um confronto no plano táctico que promoverá tanto Leonardo Jardim como Vítor Pereira à condição de protagonistas.
Conhecidos de outras batalhas, os dois técnicos terão agora oportunidade de dirimir, pela primeira vez, argumentos na Liga.
Francês treinou condicionado
Mangala é a principal dúvida para a partida ante o Sp. Braga, a contar para 11.ª jornada da Liga Zon Sagres - que se realiza no domingo, às 18 e 15. O central francês treinou condicionado, esta sexta-feira, juntamente com o jovem argentino, Juan Iturbe.
O colombiano Fredy Guarín e o brasileiro Alex Sandro não serão opções de Vitor Pereira para o jogo do Estádio do Dragão. Ambos os jogadores realizaram tratamento.
FC Porto e Sp. Braga com várias alterações
À 11.ª jornada da Liga Zon Sagres, e comparando as "versões" 2011/12 com as da época passada, FC Porto e Sp. Braga apenas "coincidem" nas saídas dos dois treinadores: André Villas-Boas e Domingos Paciência, respetivamente.
O desafio que oporá as duas equipas, domingo (18 e 15), no Estádio do Dragão, é o primeiro desde que os dois emblemas se defrontaram, em Dublin, a 18 de maio, na final da Liga Europa, ganha pelos dragões, com um golo do colombiano Falcão, também ele um ausente ainda muito "presente".
Meio ano depois, o reencontro não é decisivo para nenhuma das equipas, mas é considerado um barómetro rigoroso face ao momento de crise de identidade da equipa orientada por Vítor Pereira e às intermitências do onze de Leonardo Jardim.
Apesar de, em idêntica jornada na época anterior, o FC Porto ter apenas mais dois golos marcados do que na atual, é nas soluções ofensivas que se tem feito sentir o maior problema dos azuis e brancos, quem em 10 jornadas, já empataram três vezes, tantas quantas as do campeonato anterior.
Pelo contrário, Leonardo Jardim, embora ainda longe da "obra feita" de Domingos Paciência, está melhor qualificado na presente época: os arsenalistas são quintos (19 pontos) e na temporada anterior, envolvidos pela primeira vez na Liga dos Campeões, estavam em 10.º (14).
Em termos de plantel, O FC Porto manteve praticamente todos os jogadores nucleares, à exceção de Falcão, o único titular da final de Dublin que já não veste de "azul e branco" - foi vendido ao Atlético de Madrid.
O mesmo não se poderá dizer do Sp. Braga, que, tendo em conta o onze dessa final, perdeu cinco jogadores: o guarda-redes Artur Moraes, os defesas Rodriguez, Sílvio e Miguel Garcia e o médio Vandinho.
Um setor em que os dragões parecem não mexer, apesar das contratações do defeso: o central sub-21 francês Mangala e o lateral esquerdo Alex Sandro, internacional brasileiro.
O primeiro já tem alguns minutos nas pernas, enquanto o segundo ainda não se estreou no campeonato, apesar das recentes chamadas à seleção do seu país.
Da defesa para a frente, as duas equipas perderam nomes sonantes da época anterior: Vandinho já não mora no meio-campo bracarense e Falcão deixou saudades na linha da frente dos "azuis e brancos".
O FC Porto apresenta um domínio avassalador nas receções ao Sporting de Braga para o principal campeonato português, tendo permitido míseros três triunfos aos arsenalistas, além de sete empates, em 55 encontros.
Os dragões ostentam, assim, 81,8 por cento de vitórias, sendo que conseguiram a proeza de somar 25 triunfos consecutivos, entre 1976/77 e 2000/2001.
O Sporting de Braga conseguiu, porém, atenuar a supremacia portista na última década, ao pontuar em quatro jogos e conseguir, mesmo, a terceira vitória, mais de quatro décadas após a segunda.
Numa temporada em que o FC Porto desbaratou 24 pontos em casa (sete vitórias, seis empates e quatro derrotas), os arsenalistas venceram por 3-1, com um bis de João Tomás, agora jogador do Rio Ave, e um tento do brasileiro Wender.
A 30 de janeiro de 2005, o internacional canarinho Diego (agora no Atlético de Madrid) marcou, de grande penalidade, o único tento portista... mas não evitou o despedimento de Victor Fernandez.
O treinador espanhol, que na pré-temporada substituíra o italiano Luigi Del Neri, tinha ganho a Supertaça portuguesa e a Taça Intercontinental, mas os maus resultados internos custaram-lhe o lugar, sendo substituído por José Couceiro.
O triunfo bracarense foi, apesar de tudo, um grande feito, já que os minhotos apenas tinham ganho na casa dos portistas, para o campeonato, nas longínquas temporadas de 1948/49 e 59/60, que o FC Porto terminou o campeonato no quarto lugar.
Na Constituição, Diamantino selou o primeiro triunfo (1-0) e, nas Antas, Velez e Teixeira marcaram os golos do segundo (2-1), depois de Pedroto dar vantagem aos locais.
De resto, e excetuando sete empates, a história dos confrontos em "solo" portista é feito de vitórias dos anfitriões, algumas bem "gordas": 12 por quatro ou mais golos de diferença, incluindo um 6-1 e quatro 5-0.
Para encontrar uma goleada nem sequer é preciso recuar muito: em 2009/2010, época que o Sporting de Braga acabou em segundo, o FC Porto venceu em casa por 5-1, numa embate em que se destacou o bis do colombiano Falcão.
Mais do que as goleadas, existem, porém, dois jogos com muita história para a "nação" portista, um pelas melhores razões e outra pelas piores.
A 11 de junho de 1978, a tarde foi de enorme festa nas Antas, onde o FC Porto se sagrou campeão, 19 anos depois (não vencia desde 1958/59), ao golear o Sporting de Braga por 4-0, com tentos de Oliveira, Octávio e Gomes (dois).
Bem mais tarde, a 21 de agosto de 1994, o resultado também foi uma vitória, por 2-0, a abrir o "nacional" de 1994/95, mas, para a "lenda", esse encontro entrou com o último de Rui Filipe, que até marcou e morreria uma semana depois, vítima de acidente de viação.
Em termos individuais, destaque para "omnipresença" goleadora do "bi-bota de ouro" Fernando Gomes: marcou em oito jogos, entre 1976/77 e 88/89, num total de 12 golos.
O SC Braga desistiu da contratação de Irven Ávila, avançado peruano do Sport Huancayo a quem os minhotos apresentaram uma proposta formal com vista à sua transferência para a equipa de Leonardo Jardim, em Janeiro.
Os números apresentados pelo emblema minhoto não agradaram ao jogador, que, por sua vez, fez chegar à cidade dos arcebispos uma contraproposta com valores considerados exagerados pela administração presidida por António Salvador.
Face ao desacordo de verbas, o SC Braga deixou cair o negócio.