Na semana em que o Sp. Braga pode dar um passo decisivo na sua qualificação para a próxima fase da Liga Europa, com um jogo na Eslovénia, os responsáveis bracarenses reforçam a necessidade de continuarem a faturar para além das provas nacionais. Esta consciência não é exclusiva do presidente e da administração, com a mensagem a ser também transmitida ao plantel. Treinadores e jogadores sabem que é proibido travar nesta autoestrada que na última época rendeu 18,7 milhões de euros em receitas, sendo mais que decisiva no balanço positivo de 5,2 milhões.
Esta época o Sp. Braga não está na Champions e já sabe que vai faturar muito menos, mas a estratégia passa por manter a máquina de calcular a funcionar com números positivos, potenciando receitas colaterais, como seja a bilheteira e, sobretudo, a valorização dos jogadores. O plantel tem uma avaliação contabilística de 5,55 milhões de euros, mas vale muito mais, pois esta conta diz respeito apenas aos valores de aquisição, como se reforça no último relatório e contas. Onde, aliás, o próprio António Salvador refere a necessidade de o Sp. Braga continuar à procura “de maior projeção nacional e internacional”, algo vital, como sublinha, “para o equilíbrio financeiro”. Um equilíbrio que pode ficar garantido se no final de dezembro o Atlético Madrid acionar a opção sobre Pizzi, acrescentando 15 milhões aos 7 milhões que já rendeu a transferência de Sílvio para o clube colchonero. Ou seja, o Sp. Braga pode garantir muito em breve mais um exercício muito positivo, valendo-se muito da sua projeção internacional.