quinta-feira, 28 de julho de 2011

Gverreiros em Bérgamo

No próximo dia 30 de Julho os Gverreiros irão participar, em Bérgamo, Itália, no torneio Bortolotti, conhecido por: “Trofeo Achille e Cesare Bortolotti” organizado pelo clube italiano Atalanta BC. Uma prova anual que desde 1992 reúne alguns dos principais clubes do panorama mundial do futebol.

Vasco da Gama, Peñarol, São Paulo, Grêmio, Juventus, Marselha, AC Milan, Real Sociedad, IFK Göteborg, Borussia Dortmund, Hull City e Sevilha foram equipas que já participaram no evento.

Para a edição de 2011, a organização convidou o SC Braga e o Queens Park Rangers. Uma solcitação que reflecte o crescimento e a projecção da campanha que o SC Braga tem vindo a fazer nos últimos anos. A presença do finalista da última edição da Liga Europa é o motivo “de destaque” da edição 2011.

Esta edição do “Trofeo Achille e Cesare Bortolotti” é uma competição que segue o modelo de torneio triangular com partidas de 45 minutos.
Assim o programa para o dia 30 de Julho é o seguinte:

20h – SC Braga x Queens Park Rangers

21h – Atalanta x( derrotado da 1ª partida)

22h – Atalanta x (vencedor da 1ª partida)

 
FORÇA GVERREIROS, BRILHEM EM ITÁLIA!


 
Séniores do SC Braga vencem Júniores
Resultado Final 9-0, Lima em destaque.

A equipa principal do SC Braga goleou, esta tarde, a equipa de júniores por 9 bolas a zero em mais um jogo de preparação para a nova temporada que se aproxima.
Os marcadores de serviço da equipa sénior foram Lima que apontou três golos, Mossoró, Meyong, Nuno Gomes, Hélder Barbosa, Hugo Viana e Pizzi.
Douglas não marcou presença no jogo, pois recebeu treino específico no ginásio tal como Custódio, Elderson e Ukra que será operado amanhã na clínica de Riba D'Ave.
Neste treino Mossoró referiu ao adeptos que o rumor da sua ida para Sevilha não passa de uma "notícia de jornal".






      "É dificíl não se gostar do Vitória de Guimarães, descontando os excessos de franjas perturbadoras da sua massa adepta vibrante e da injustificada tendência por elas manifestada para o desacato a propósito de insignificâncias e para o triste espectáculo que tanto gozo lhes dá em arrancarem e arremessarem cadeiras contra fantasmas.
      Dá a ideia de sentirem necessidade de o fazer, como forma de aliviarem fúrias e disfarçarem frustrações. À parte esses tiques de tola afirmação territorial, trata-se de um clube de alma imensa, o espelho de uma região acossada por graves problemas sociais. É o preço da crise, de políticas desajustadas e de governações cuja responsabilidade é igual a zero. Quem vier a seguir que feche a porta...
      A gestão dos clubes tem sido também um pouco assim, daí que se olhe com preocupação para a situação de muitos deles. Apesar do potencial que alguns possuem, a verdade é que não aprendem a dar o tal salto, como costuma dizer-se. Não são capazes de investir na qualidade, nem tão-pouco de elaborarem um programa sensato e credível, executado por etapas, de uma forma consistente. Pelo contrário, esgotam-se em cada instante e sem sentido de futuro.       Navegam junto à praia, carecem de ambição, vivem de intuição presidencial e, regra geral, acabam atolados em dívidas gigantescas. Ao futebol português falta-lhe uma classe média estável, irreverente e reinvindicativa. Que acredite ser possível questionar a intocável hegemonia dos três grandes, como o fez o Boavista em 2001, e o Belenenses, em 1946. Quer isto dizer que se teimarem os não grandes em só representarem  papel de meninos obedientes, resignados à sua inferioridade, no mais simpático dos cenários, com base naquele intervalo de 55 anos, apenas em 2056 poderemos dar vivas a um terceiro campeão desalinhado.
       Não tem de ser assim, aí que aprecie a obstinação de António Salvador, presidente do Braga, em contrariar essa ordem fatalista e ser ele próprio a incluir o seu clube na selectiva lista de candidatos ao título. Hipóteses de ser primeiro, muito reduzidas, tudo leva a crer. No entanto independentemente dos anseios e dos investimentos de todos os pretendentes ao trono, campeão só pode haver um, razão pela qual nada o inibe de se intrometer na discussão e reclamar um estatuto que, embora em termos de grandeza não o coloque, por ora, em plano de igualdade com Porto, Benfica e Sporting, como é fácil de compreender, lhe concede o privilégio de usufruir dos mesmos direitos e regalias. A isso obriga o notável desempenho desportivo do emblema bracarense durante o consulado de Salvador. Sempre entre os da frente e com especial relevância para o 2º lugar na Liga em 2010, em que correu ombro a ombro com o Benfica até á última jornada, e para a entrada na fase de grupos da Champions e a presença na final da Liga Europa, este ano. Tão extraordinárias conquistas exigem respeito.
       O SC Braga já não é um simples representante de uma cidade ou um distrito. por irrepreensível mérito, o seu prestígio rasgou fronteiras e é hoje aceite e reconhecido pela Europa do futebol.
      Passo gigantesco - para regressar ao ponto de partida desta crónica - que o Vitória de Guimarães ainda não conseguiu dar. Parece condicionado por uma dupla personalidade, que o transcende no interior das muralhas do castelo e o banaliza fora delas. Falta-lhe dimensão, não sendo capaz de se libertar do grilhão regionalista que tem servido de alimento à rivalidade com o vizinho de Braga. A diferença entre os dois é precisamente essa: para um, a concorrência minhota, tal como nos habituamos a interpretá-la, deixou de ser vista como factor de crescimento, para o outro continua a ser encarada como factor de sobrevivência..."
 Fernando Guerra (abola)