quarta-feira, 30 de novembro de 2011

«Tivemos a felicidade que não temos tido» - Leonardo Jardim


O treinador do SC Braga reconheceu que a equipa foi feliz no período inicial da partida com o Birmingham, mas acabou por justificar a vitória, que garante já o apuramento antecipado para os 16 avos-de-final da Liga Europa.


«Entrámos muito ansiosos, com muitas perdas de bola, estivemos aquém daquilo que normalmente realizamos. Mas tivemos aquela felicidade que não temos tido, pois o adversário não conseguiu finalizar no nosso pior momento», começou por reconhecer Leonardo Jardim.


«Após os 15 minutos iniciais começamos a controlar e a ter mais posse de bola. Mesmo sem criar muitas oportunidades de golo acabámos por justificar a vitória que nos permite alcançar o primeiro objectivo no que diz respeito à Liga Europa», vincou Leonardo Jardim.


Braga garante apuramento com vitória sobre Birmingham


O Sporting de Braga venceu o Birmingham por 1-0 em jogo da 5.ª e penúltima jornada da fase de grupos da Liga Europa e carimbou o apuramento para os 16-avos-de-final da competição.


Foi uma entrada muito forte do Birmingham na partida, com o endiabrado Burke a pedir um penalty por mão de Elderson dentro da área. O árbitro não assinalou à primeira mas sim à segunda (10 minutos). Ewerthon comete penalty claro ao agarrar Elliot mas o gigante sérvio Zigic desperdiça a flagrante oportunidade ao permitir a defesa de Quim. Pensou-se que o Braga ia, nesse momento, acordar para o jogo mas foi o Birmingham que continuou a mandar e a criar perigo. Dois livres de Murphy praticamente seguidos (14 15) foram problemas difíceis de resolver, com Quim a salvar a equipa nas duas ocasiões.


A partir daí o Birmingham baixou o ritmo, o Braga passou a ter mais bola mas oportunidades de golo não surgiram. O que assistiu até ao intervalo foram tentativas de remate de longe, sem nexo, como foram os remates de Lima, Mossoró e Hélder Barbosa. De resto o extremo inglês Burke continuou a causar bastantes problemas ao lado esquerdo da defesa bracarense. Tanto Elderson como Ewerton foram várias vezes ultrapassados por Burke, que fez valer a velocidade e a boa técnica para fazer a cabeça em água à defensiva do Braga.


Na segunda parte o Braga entrou melhor, com Hugo Viana a ser o rosto de uma nova atitude bracarense. Primeiro a isolar Hélder Barbosa (Myhill chegou primeiro à bola) e depois a inaugurar o marcador através de um remate de longe que sofreu um desvio em Davies e enganou Myhill. 


Depois do golo o Birmingham continuou a chegar à baliza de Quim mas sem o perigo da primeira parte, notando-se que o Braga tinha o jogo controlado e que até podia aumentar o ritmo sempre que necessário. Foi até do Braga a melhor oportunidade da segunda parte, com Lima a partir isolado desde o meio campo até à baliza mas a permitir a defesa de Myhill. Mais difícil de compreender foi a recarga de Paulo César nesse mesmo lance uma vez que tinha tudo para fazer o segundo golo mas enviou a bola por cima da barra. 


Não foi um jogo espectacular do Braga, tendo passado mesmo por algumas dificuldades a nível defensivo. No entanto, o mais importante que era ganhar o jogo foi alcançado.


O Braga reservou, assim, um lugar na próxima fase da competição, num grupo em que Birmingham e Club Brugge vão lutar pela segunda vaga nos 16-avos-de-final. O próprio Braga pode ter uma palavra a dizer nessa luta, pois desloca-se ao terreno dos belgas na última jornada da fase de grupos.


É muito simples: basta ganhar!


Não há equívoco possível quanto ao favoritismo que é atribuído ao SC Braga no jogo com o Birmingham. É o mesmo que lhe era reconhecido antes do desafio, em casa, frente ao Club Brugge, que os minhotos perderam por 1-2, complicando momentaneamente as contas no grupo H. A candidatura ao apuramento foi relançada com a goleada ao Maribor (5-1).


Ambos os jogos devem servir de linha de orientação para o SC Braga simplificar processos, fintar obstáculos e aproveitar o facto de depender de si próprio para atingir os 16-avos-de-final da Liga Europa. A percepção de que o Birmingham está uns furos abaixo em experiência internacional em relação ao SC Braga dissimula um perigo muito real: a eficácia do jogo directo dos ingleses. A mesma arma que os belgas utilizaram para abater o SC Braga no Axa.


Tendo este dado compilado e bem estudado, a equipa de Leonardo Jardim assume claramente o desejo de ganhar. Acima de tudo, ganhar e apurar-se automaticamente. Mas o SC Braga também quer marcar cedo, porque esta equipa inglesa puxa até ao limite pela paciência dos adversários, fecha-se bem na defesa e destila veneno a sair para o ataque.




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