sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Bom Ano Novo

Um Feliz Natal e Ótimo Ano Novo para todos os adeptos, sócios e simpatizantes bracarense espalhados pelo Mundo! 


Que todos tenham um Natal com saúde e alegria! Aproveitem os doces, as prendas (que este ano podem ser poucas) e o convívio com a família.

Que todos os desejos se concretizem e que um deles seja um SC Braga Campeão 2011/2012! 

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!

Marco Ramos mantém-se irredutível e sem clube


Posto a trabalhar à parte do grupo desde o fim da pré-época, Marco Ramos é uma pedra no sapato do Braga que teima em não sair. O luso-francês chegou há quase um ano para reforçar o lado direito da defesa, mas não conseguiu convencer Domingos Paciência, alinhando apenas contra o Arouca, em jogo a contar para a Taça da Liga. Com Leonardo Jardim, não teve melhor sorte. Se, por um lado, as contratações de Baiano e Rodrigo Galo já não auguravam nada de bom, tudo se complicou ao longo dos jogos da pré-época, com o novo treinador a ser suficientemente explícito quanto à sua (residual) utilidade.


Convidado a procurar clube, Marco Ramos refugiou-se na vigência de uma ligação até 2013 e foi alegando que nenhum outro clube se predispunha a oferecer-lhe um contrato com as mesmas condições. Com passagens por Mónaco, Créteil, Châteauroux e Lens, o lateral, de 28 anos e natural de Levallois-Perret, terá interesse em regressar a França num futuro próximo, mas é pouco crível que o faça já. É um filme já antes visto até há bem pouco tempo, com o argentino Andrés Madrid no papel principal de renegado... até aceitar a rescisão para poder assinar pelo Nacional como jogador desempregado.


Milhões de Moisés e Matheus


O que fazer com jogadores bons e em fim de contrato? O Braga seguiu o caminho mais aconselhável do ponto de vista desportivo e a meio da época de 2010/11 transformava o risco em lucro. Titulares indiscutíveis num Braga surpreendente na Liga dos Campeões, Moisés e Matheus encantaram os recônditos Al-Rayyan (Catar) e Dnipro (Ucrânia), e o Braga não perdeu tempo mal apareceram propostas concretas pelo central e avançado. Juntos renderam 1,5 milhões de euros, e a verdade é que a equipa não se ressentiu muito com a saída dos dois brasileiros, recuperando lugares perdidos na segunda volta do campeonato e atingindo a final da Liga Europa.


Como ninguém é intocável num clube habituado a capitalizar jovens valores, é previsível que António Salvador tenha na manga mais um importante negócio para rechear os cofres do clube. Contratado esta época, o central Ewerton, que tem sido seguido atentamente pelo Dnipro (Ucrânia), é um dos candidatos a ser vendido antes do fim da época, assim como Lima, o eurogoleador da época passada, também poderá saltar para a mesa de negociações a qualquer momento. Com contrato válido até 2013, o avançado alimenta a esperança de renovar contrato e esse passo até poderá ser abreviado, no sentido de blindar um pouco mais o seu passe.


Vinícius floresce e cai no Inverno


Saídas à parte, as necessidades actuais do Braga (central, lateral-direito e médio) não diferem muito daquilo que Domingos Paciência pediu há quase um ano à SAD presidida por António Salvador. Antes de acelerar para a final da Liga Europa, a equipa estava deficitária de um central, um lateral, um trinco e um avançado, e as vagas foram preenchidas por Kaká (Hertha de Berlim), Marco Ramos (Lens), Vinícius (Olhanense) e Ukra (FC Porto), respectivamente. Deste quarteto, o único resistente à disposição de Leonardo Jardim é o médio Vinícius (Ukra continua entregue ao departamento médico) e, atendendo à sua pontual utilização, tudo leva a crer que deixará o clube em Janeiro. Será esse o mesmo destino, dentro de um ano, de quem chegar na reabertura do mercado?


Se assim for para todos, já se poderá falar numa passagem relativamente duradoura. Quem chegou em Janeiro de 2011 não conseguiu mais do que aspirar ao estatuto de suplente utilizado ou de alternativa para compensar castigos ou lesões, e o próprio clube não caiu na tentação de esbanjar fortunas em busca de foras-de-série, capazes de roubar a titularidade a quem compunha a espinha dorsal da equipa. Kaká chegou por empréstimo do Hertha de Berlim, Marco Ramos veio como jogador livre, e Ukra foi cedido, num quadro de empréstimo válido por época e meia, pelo FC Porto. Até por aqui se percebe o lucro recorde nas contas de 2010/11.


A excepção, em termos de investimento, foi o médio Vinícius, contratado por três épocas e meia ao Olhanense, a troco de 200 mil euros. Sempre atento ao último grito da moda em matéria de trincos, Manuel Machado bem tentou que o brasileiro tomasse o caminho de Guimarães, mas o eterno rival ganhou a corrida por ter outra disponibilidade financeira. A pouco mais de uma semana da reabertura das inscrições, Olhão surge agora (outra vez) no horizonte como destino provável.


No tocante a dispensas, a lógica desta época também está em linha com o que se verificou em 2010/11. Para já é certo que Rodrigo Galo, Mérida, Meyong e Marcos deixam de contar para Leonardo Jardim, mas é possível que o lote de excedentários suba pelo menos mais um degrau, aproximando-se da lista traçada por Domingos Paciência, com a anuência da SAD, composta por Mário Felgueiras, Felipe, Léo Fortunato, Luis Aguiar, Andrés Madrid e Élton. Por outras palavras, Janeiro significa, para o Braga, uma preciosa oportunidade para se ver livre de "calorias" desnecessárias, que, na prática, quase passa despercebida pelo "glamour" dos chamados reforços. Em Espanha, por exemplo, o regresso de Mérida ao Atlético de Madrid foi uma surpresa.


Miguel Lopes receptivo a juntar-se aos guerreiros

Mal se confirmou a longa paragem de Baiano, forçada por uma grave lesão num joelho, o nome de Miguel Lopes foi dos mais badalados como alternativa credível. Nos bastidores do Braga, não se trata de uma novidade e o próprio jogador já se manifestou disponível para ser cedido aos Guerreiros do Minho, por empréstimo do FC Porto, depois de ter estado muito próximo da Pedreira no Verão. A transferência só não aconteceu, porque Miguel Lopes apostava forte na Liga espanhola, onde se estreou em 2010/11 ao serviço do Bétis de Sevilha, e preferiu esperar pelo desfecho das negociações com o Saragoça, que já havia assegurado os portugueses Rúben Micael e Hélder Postiga. Fechado o acordo mesmo em cima do prazo-limite, a inscrição não avançou por atraso no envio do certificado internacional e o lateral-direito já não foi a tempo de procurar outro clube, sendo autorizado a frequentar as instalações do FC Porto para manter a forma. 


Pape Sow desperta interesse


O previsível desaparecimento de Djamal em meados de Fevereiro, altura em que arranca a Taça das Nações Africanas (CAN'2012) no Gabão e na Guiné Equatorial, terá uma resposta à altura na reabertura do mercado. Antes de partir para férias, Leonardo Jardim alertou a SAD para a necessidade de procurar um substituto para o meio-campo e o senegalês Pape Sow integra o leque de possibilidades, enquadrando-se na premissa de dar preferência aos jogadores mais utilizados esta época na I Liga. O objectivo é errar o mínimo possível nesta fase especial de recrutamento de novos jogadores e o "trinco" da Académica, de grande compleição física, oferece uma margem de confiança considerável, pois foi utilizado por Pedro Emanuel nas 13 jornadas já decorridas, sempre como titular.


Cobiçado pelo Vitória de Guimarães, Montpellier (França) e pelos belgas do Malines e Brugge; o "trinco" da Académica possui características muito semelhantes às do líbio Djamal e tem sido motivo de conversas exploratórias, sem ligar muito à especulação que gravita em torno do jogador de 26 anos. Até ser dado o tiro de partida para as novas inscrições há tempo suficiente para descobrir outras opções disponíveis no mercado, mas o Braga já sabe que Pape Sow apenas será possível por um preço igual ou superior a 350 mil euros. Atendendo à sua boa época, nem se trata de uma fasquia elevada para o Braga. O médio-defensivo está em fim de contrato e, por isso, a Briosa não está em condições de regatear.


A (aparente) ausência de pressa em contratar Pape Sow ou outro jogador semelhante justifica-se pelo facto de o Braga não estar propriamente descalço de opções para a posição 6: Vinícius permanece às ordens de Leonardo Jardim e Custódio já soma algumas semanas de treinos livres, depois de ter ultrapassado, em definitivo, um problema físico que o afastou da competição desde o começo da época. E nesta equação só não entra, nesta altura, Leandro Salino, porque o brasileiro tem funcionado (e bem) como lateral-direito adaptado. Em princípio, trata-se de uma situação provisória, tanto mais que o Braga está na disposição de contratar um novo lateral de raiz para o corredor direito, outrora preenchido por Baiano, daí que o raciocínio mais lógico será prever um surpreendente cenário de abundância.


Na verdade, e partindo do princípio de que Salino voltará a ser opção para o meio-campo, continua a justificar-se a contratação de um médio de combate, dotado de recursos idênticos aos de Djamal e especializado a absorver ataques contrários. Colocado no lote dos jogadores a ceder ainda no Verão (lesão de Custódio foi a salvação), Vinícius continua a prazo e só não lhe foi comunicada a dispensa, como aconteceu com Galo, Mérida e Meyong, pois o clube não se quer precipitar na escolha do potencial substituto do internacional líbio, embora Custódio parta em clara vantagem.


Transferência de Elderson já está em marcha


Elderson poderá tornar-se numa fonte de receitas para o SC Braga. A janela de transferências reabre em Janeiro e o nigeriano surge na bolsa de apostas de alguns clubes europeus. O Club Brugge (Bélgica) foi o primeiro a entrar na corrida, mas nos últimos dias houve emblemas franceses e espanhóis a manifestar interesse no lateral.


A história volta a repetir-se: apesar da crise financeira não largar a Europa, o clube liderado por António Salvador tem, nos últimos anos, conseguido ficar à margem do cenário de aperto que sufoca vários emblemas do Velho Continente, mérito de negócios vários relacionados com a venda de jogadores, que contribuíram para um ano excepcionalmente rentável - a SAD teve um lucro histórico de 5,2 milhões de euros na época 2010/2011.


Ora, a mais do que provável transferência de Elderson, na abertura do novo ano, será um exemplo suplementar da capacidade dos arsenalistas em gerar rendimentos extraordinários.





Alan ainda acredita no título


O brasileiro Alan admite que o SC Braga perdeu pontos em jogos que não devia mas mostra-se confiante de que o clube minhoto vai continuar na luta pelo título até ao fim.


«O início do campeonato podia ter sido melhor. Perdemos pontos em jogos que não devíamos mas o importante é que estamos a dois pontos do terceiro lugar», disse Alana em declarações ao Lancenet, frisando a intenção da equipa lidera por Leonardo Jardim em lutar pelo título até ao fim: «A ambição é sempre essa. O campeonato é competitivo, estamos próximos e, enquanto der, vamos lutar. Mostramos há dois anos, contra o Benfica, que podemos lutar pelo título.»


A jogar em Portugal há dez anos, Alan diz que o domínio de FC Porto, Benfica e Sporting faz parte do passado: «Antigamente, isso existia, hoje, nem tanto. O campeonato é difícil. O Olhanense endureceu contra o FC Porto, contra nós, o Marítimo faz um campeonato brilhante.»


O capitão do SC Braga deixou ainda elogios a Nuno Gomes, avançado que chegou esta época ao clube: «É uma pessoa exemplar, dá alguns conselhos para os mais novos. Admiro-o muito pela tranquilidade, é um grande profissional. Mesmo entrando pouco, está sempre com a equipa.»


Por fim, o extremo descarta um regresso ao futebol brasileiro, pelo menos para já: «Agora é difícil voltar, tenho família aqui, os meus filhos nasceram aqui. Dizem que eu até virei português! Mas nunca descartaria uma proposta.»